CANDIDATOS, PRÓXIMOS FUTUROS EX-CANDIDATOS E FUTURO PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Pela presente, tenho o prazer de levar ao conhecimento de V.as Ex.as que, para obter um conhecimento, tanto quanto possível e aceitável, do perfil de todos os candidatos a presidentes da república, que me permita, no próximo dia dezoito de janeiro, votar em consciência, sem saber muito bem por que carga de água, impus-me a mim próprio ouvir todos os debates dos candidatos a presidente da república, realizados pelas televisões generalistas em horário nobre, que gravei e que, quanto mais os leio e procuro interpretar, mais me massacra a memória e martela os ouvidos, a tentativa de encontrar uma resposta para o refrão da canção espanhola de intervenção, dos meus tempos de juventude, “ONDE LOS HOMBRES” ?
Sim, meus senhores, à medida que o tempo corre inexoravelmente para o dia 18 de janeiro, deste naipe de candidatos, para quem quiser votar conscientemente, é mais que evidente que não vai ter tarefa fácil, bastando para tal lembrar a maneira como eles se classificam uns aos outros, preocupados com tudo menos com o que deviam preocupar-se, a fazerem lembrar discussões de comadres desavindas, mexericos de vizinhas coscuvilheiras, quando não mesmo de crianças mal criadas a pedirem um par de chapadas para as mandar calar.
Na verdade, como eleger um presidente dum núcleo fechado de candidatos os quais, segundo eles próprios, são cinzentões, incompetentes e burros.
Que esperar de candidatos “que são candidatos de fação, cínicos e incompetentes, que são marionetes, que são corruptos, facilitadores, falsos candidatos, candidatos mi, mi, mi, candidatos que estão fartos de corruptos à sua beira, candidatos que só querem ser um contra peso, candidatos que são pantomineiros, que estão sempre a rir-se, que discutem para saber quem é tonto, quem odeia Portuga” ?
Que esperar de candidatos que “dizem que são diferentes porque são capazes de prever o futuro, que não piscam olho a nenhum eleitorado, que se portam como Venturas envergonhados, candidatos que são como os iogurtes que não fazem bem nem mal, que avançaram tarde porque estiveram à espera que avançasse alguém, que viesse do céu para ganhar à esquerda, que não são europeísta mas que estão com um pé cá e outro no Atlântico, que não estão habilitados para serem candidatos, que estão a ser vítimas de truques, aldrabices e politiquices, não são lideres ao nível da atualidade, vêm reciclar a sua carreira política, são candidatos “Nem, nem”, que são candidatos para a estagnação, votar nos quais é votar no escuro, que se apresentam a um país que precisa que se fale muito, que são candidatos pirralhos de chacha, que querem sustentar a tralha toda, que não prestam nem para nada, que querem ser eleitos só para meter o Sócrates na cadeia, políticos que não são carne nem peixe”?
Isto é apenas que uma pequena amostra da quantidade incontável de aleivosias e bacoradas, mesmo assim suficientemente reveladora do baixíssimo nível de qualidade do grupo de candidatos ao mais alto cargo da nação, num dos quais, infelizmente, vamos ter de votar.
Em qual? Dizia-se antigamente pelas nossas terras que. ”Á falta de homens, foi meu pai juiz em Outeiro”…. Entenderam, ou é preciso explicar?
