Agricultor com prejuízos de cerca 120 mil euros de prejuízos na Foz do Sabor
Um produtor agrícola do concelho de Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança, contabilizou prejuízos de cerca de 120 mil euros na sua exploração, junto à foz do Sabor, onde o leito do rio subiu cerca de quatro metros.
Mário Martins disse que tem prejuízos de cerca de 120 mil euros na área de laranjal, sistemas de rega e equipamento de apoio à produção agrícola, tornando-se numa soma avultada.
“Sou proprietário de 12 hectares de terreno de cultivo junto à foz do rio Sabor e choveu cinco vezes mais que em anos anteriores, o que se tornou num ano muito complicado para toda a gente”, vincou.
Mário Martins já contabilizou mais de 600 mil euros de prejuízos só nesta exploração agrícola desde 2013, garantindo que nunca ninguém olhou para os seus prejuízos e que não tem tido apoios.
“As laranjeiras não vão aguentar tanta água e, estando submersas, temo que num período de 10 dias as raízes fiquem contaminadas ou apodreçam, o que leva à perda das árvores de fruto e, consequentemente, do rendimento. Outra das precauções é todo o sistema de rega e sistemas de apoio que ficam estragados ou gravemente danificados”, relatou.
O produtor mostrou-se revoltado e aponta o dedo às entidades públicas que não se mostram disponíveis em resolver os problemas dos agricultores.
“Estou revoltado e de mãos atadas porque as pessoas não veem os prejuízos que os agricultores têm, sendo o mais grave, quando fazemos um ponto de situação. Há aqui falta de responsabilidade das entidades públicas para este setor e dos nossos governantes. Em Portugal não há responsabilidade. Só espero ser contado e que os problemas não se resolvam só nos gabinetes”, frisou.
O agricultor tem outras propriedades onde colhe produtos essencialmente hortícolas, junto à ribeira de Vilariça, também no concelho de Torre de Moncorvo, onde a água galgou as margens devido à falta de limpeza por partes entidades competentes e destruiu a produção.
“Este é nosso sustento de vida. Estamos fartos de gastar dinheiro e sem ver os problemas resolvidos”, enfatizou.
Mário Martins recua ao ano de 2005, onde o cenário de destruição foi idêntico.
