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“Esperamos inverter a dor de ver partir tanta gente daqui”

Publicado por AGR em Qui, 2020-02-13 10:01

Abadessa do Mosteiro Trapista de Vitorchiano esteve em Palaçoulo a visitar as obras do mosteiro que ali vai ser instalado. A Madre Rosária espera ver despertar novas vocações no Nordeste Transmontano.

Obras no Mosteiro de Palaçoulo seguem a bom ritmo. Primeiro grupo de monjas poderá mudar-se em outubro.

Está prevista para outubro a conclusão da primeira fase da construção do Mosteiro de Monjas Trapistas que se vai instalar em Palaçoulo, Miranda do Douro, pois as obras seguem já a bom ritmo.

Um grupo de quatro Irmãs daquela congregação que segue a regra de S. Bento, padroeiro da da diocese de Bragança-Miranda esteve recentemente no Planalto Mirandês a acompanhar o andamento da empreitada, juntamente com o bispo de Bragança-Miranda, D. José Cordeiro.

“A obra parece-me que está a andar muito bem. Devemos agradecer à Divina Providência a forma como está a olhar por este nosso passo e que nos ajudou a ter a generosidade de tantas pessoas daqui, a quem agradecemos, e pelo facto de ter colocado no nosso caminho tanta gente competente.
A construção da hospedaria já começou. O grupo de dez irmãs virá, em princípio, em outubro. Nessa altura esperamos que as irmãs já possam vir mudar para cá”, adiantou ao Mensageiro a Madre Rosária, Abadessa de Vitorchiano.

“Já se vê algo a crescer, de muito belo, apesar de a construção ainda não estar pronta. Venho com muita gratidão no coração por tudo isto”, frisou.
A Madre Rosária espera, com este projeto, “que a vida monástica se possa desenvolver aqui em Portugal”. “O nosso desiderato é esse. E com irmãs portuguesas”, sublinhou.

Segundo a Irmã Josephina, uma das que fará a mudança para Palaçoulo, este tipo de projetos ajudam a valorizar as comunidades locais e dão origem a novas vocações.

“Não há uma estratégia para isso mas há um acreditar na vida da força monástica e na potencialidade de transmitir esse sentimento aos jovens.
Esta é a experiência que temos feito em Vitorchiano. Temos 80 pessoas no mosteiro, incluindo seis jovens que nos foram lá bater à porta. Temos muitas jovens uma confiança”, disse ao Mensageiro, num português que tem sido treinado ao longo dos últimos meses.

A irmã Josephina explica que a Ordem Trapista cultiva “o gosto da vida”. “Uma vida Cristã que vai ao encontro dos jovens. As pessoas têm um desejo de Deus e uma saudade de Deus”, frisou.

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