A opinião de ...

Promessas, as cumpridas e as que ficam por cumprir

Em dezembro, tinha a UNESCO acabado de considerar os Caretos de Podence Património Imaterial da Humanidade, o Presidente da República, Marcelo apressou-se a prometer passar pela aldeia do distrito de Bragança que tem nos caretos coloridos imagem de marca.
Muitos pensaram que seria uma declaração de ocasião. Mas a verdade é que, no sábado, Marcelo cumpriu a promessa que fez, à custa da visita oficial à Índia, que acabou mais cedo do que inicialmente previsto, porque para o Presidente, palavra dada é palavra honrada.
Já em Podence, Marcelo Rebelo de Sousa prometeu que o Nordeste Transmontano pode contar com o apoio do Presidente à reivindicação de trazer para perto do Azibo o Pavilhão de Portugal presente na próxima Expo.
Entretanto, nem uma semana passou e Bragança volta a estar no mapa novamente. Desta vez com a presença em peso do Governo socialista, que vai realizar hoje um Conselho de Ministros descentralizado, o primeiro desta legislatura (deverá haver outro em Castelo Branco sobre a floresta e outro nos Açores). O Mensageiro foi, mais uma vez, o primeiro a noticiar a realização deste Conselho de Ministros.
Ontem, o dia foi de intensa movimentação por todo o distrito, com panóplias de anúncios de projetos, parcerias, intenções de projetos. Afinal, é de bom tom, quando se vai visitar alguém, levar alguma oferta, por mais simbólica que seja. E foi a isso que os nordestinos assistiram, ao desfiar de promessas, enfeitadas com boas intenções.
Mais uma vez, a intenção é boa. Tudo o que passe por valorizar o Interior do país, é uma ideia que merce ser valorizada. É claro que, no meio de tantos anúncios, alguns hão de cair em saco roto mas outros haverá que trarão, de facto, consequências para a região. Assim se cumpram as promessas que vieram na bagagem dos Ministros e Secretários de Estado.
Mas, uma coisa, ninguém pode negar. Esta iniciativa mobilizou o distrito como há muito não se via, fosse no corrupio de visitas, fosse na comunicação social que circulou pelas estradas transmontanas nestes dois dias.

Uma semana depois de o Mensageiro ter denunciado um caso que pode configurar perda de mandato à vice-presidente da Câmara de Macedo de Cavaleiros, Elsa Escobar parece ter optado por assobiar para o lado, à espera que a maré passe. A própria oposição dá mostras de ainda não ter percebido a gravidade que advém de um membro eleito não cumprir a lei, sobretudo numa matéria para a qual a lei prevê perda de mandato, o que diz muito da gravidade que o legislador atribui a estes casos. Já a visada arrisca-se é à humilhação suprema de ser corrida do cargo por sentença de um juiz.
Como em tudo na vida, são opções. Os detentores de cargos públicos é que não podem achar que estão acima do escrutínio

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