A opinião de ...

Ainda a “Não Visita” do Sr. 1º Ministro a Vimioso

Se fosse escrito hoje, ao título do meu comentário publicado no Mensageiro de Bragança da semana passada, muito provavelmente teria acrescentado como subtítulo: “SENHOR 1º MINISTRO, MUITO OBRIGADO PELA SUA AUSÊNCIA”.
Nos dias que se seguiram à tal não visita, acompanhei atentamente a cobertura dada pela comunicação social à atividade da comitiva dos vinte e três governantes nas nossas terras, tentando assim aperceber-me do interesse e do real impacto da gigantesca campanha em que todos se desdobraram.
Da análise realista dos elementos coligidos, ressalta apenas que:
-Tudo bem espremido, de real interesse para as pessoas, se o resultado não foi mesmo zero, pouco passou duma mão cheia de nada;
- O impacto pretendido com o enorme espetáculo montado para tentar disfarçar o evidente desgaste da imagem do governo, porque só se deixa enganar quem quere ou quem é burro, a máquina montada e a ação da grande comitiva falhou em toda a linha, restando agora questionar quem irá pagar a conta.
Sem alguém duvidar, atente no teor das opiniões vindas de sectores tão dispares como a medicina, o ensino, o comércio, a indústria a agricultura e outros.
- A falta de respeito do governo para com as instituições e as pessoas é miserável
- Para o A. Costa ir às ao estádio das Antas era mais importante que ir a Vimioso.
- Ele vai voltar para levar de borla o que temos de melhor como o pão, o azeite, o mel e o vinho. Para fazer isto, é melhor que nunca mais cá ponha os pés.
- Eles não conhecem a beleza e as potencialidades das nossas terras. É pena que, mesmo sem olhar a despesas, teimem em viver nessa ignorância.
- Isto não era coisa que se fizesse. A mim nunca mais me enganam.
- Se tivesse vergonha naquela cara nunca mais punha os pés em Vimioso.
- Enganei-me quando pensei que havia limites para a falta de vergonha.
Mesmo que alguém mal informado tivesse minimizado o interesse da ida a Vimioso, nada justifica a leviandade com que se desprezou a oportunidade de, in loco, conviver com as pessoas e inteirar-se da situação real deste povo simples que, com os seus impostos, lhes paga o vencimento, as prebendas e mordomias do seus cargos. Aqui surge a dúvida do porquê da corrida apressada para o Porto, ficando aberta a hipótese de irem lá zelar os superiores interesses da nação ou, pelo contrário se, esquecendo o seu acrisolado benfiquismo, não teria ido ao dragão assistir a uma jogatana do FCP no camarote presidencial, aproveitando a oportunidade para aprender com o eterno presidente do FCP a maneira mais segura de também ele se tornar o eterno 1º ministro do nosso/seu Portugal.
Porque o espaço disponível não é elástico, sintetizo o muito que sobre isto fica por dizer citando a célebre expressão latina que diz “Nos quoque gens sumus….”

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