Alfândega da Fé

APA não instaurou processo de contraordenação à Quinta do Corço pelas casas flutuantes

Publicado por Glória Lopes em Qui, 04/03/2025 - 09:40

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) desmente que a Quinta do Corço tenha sido alvo de coimas devido à manutenção de casas flutuantes nos Lagos do Sabor, em Alfândega da Fé. “Tendo presente os dados fornecidos e considerando a única entidade identificável, Quinta do Corço, Lda., esclarece-se que não foi instaurado qualquer processo de contraordenação por violação das disposições legais vigentes em matéria de recursos hídricos”, explica a APA em resposta a um pedido de informação do Mensageiro.
Tal como o Mensageiro avançou na semana passada, está suspenso por dois anos, pelo menos, o alojamento nas casas flutuantes dos Lagos do Sabor, nas proximidades da freguesia de Cerejais. “O projeto envolve a construção de um hotel, que queremos executar. Como queremos oferecer um serviço de alta gama não tinha sentido ter obras por perto, com máquinas e barulho, especialmente neste tipo de alojamento procurado por pessoas que querem calma e serenidade”, explicou Ricardo Neta, da Quinta do Corço, proprietária daquele alojamento.
O empresário adiantou que aguarda o licenciamento do Município de Alfândega da Fé e autorizações da APA para poder avançar com o projeto do hotel. Ainda assim aquela agência referiu que “não tem conhecimento de qualquer projeto relacionado” com a construção da unidade hoteleira.
Ricardo Neta, proprietário da Quinta do Corço, indicou que as casas-flutuantes estão suspensas desde o final do verão de 2023, temporariamente, mas dispõem do licenciamento necessário para funcionar. “A APA pediu uma série de documentação para dar o licenciamento, mas legalizou e autorizou o projeto, ainda que recomendasse que deixassem de ser consideradas alojamento flutuante e passasse a ser alojamento fixo” , explicou o empresário.
As casas-barco, ancoradas no Sabor junto à Quinta do Corço, em Cerejais, têm registo de embarcação marítimo-turística. “Estão completamente legais, podemos explorar ou alugar e estar ancoradas naquele local. Temos licenciamento do pontão”, afirmou Ricardo Neta que lamenta que denúncias anónimas tenham sido feitas a várias entidades.
Para já estão desativadas porque a empresa quer construir um hotel. “Quando este estiver construído arrancamos com o projeto total e a

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