Ministro da Agricultura quer valorizar a caça para alavancar a economia local
O Ministério da Agriculta quer valorizar a carne de caça em termos da economia local, a coesão territorial e a gastronomia e, para o efeito, “baixou-se o IVA para o mínimo”, isto é 6%, além de que vai avançar com um decreto-lei “para podermos ter matadouros móveis e projetos-piloto, frio, para que haja refrigeração para essa carne”, anunciou José Manuel Fernandes, na cerimónia de inauguração Feira da Caça, em Macedo de Cavaleiros, na passada sexta-feira. “Para que essa carne não vá para um Estado-membro vizinho e, depois, voltar a entrar. Até porque temos um excesso de javalis que causam destruição e os caçadores ajudam a esse equilíbrio, até em termos da própria biodiversidade. Não vemos o caçador como um vilão, mas como alguém que respeita o ambiente e cumpre as regras e que, pelo contrário, como quer caçar, quer que as espécies existam”, explicou o ministro.
A sobrelotação de javalis é um problema, mas José Manuel Fernandes defendeu que “se não se resolver teremos de arranjar outra solução”, acrescentou. “Há um preconceito em que o caçador é inimigo do ambiente, o pastor inimigo do bem-estar animal. Nada disso”, vincou.
