A opinião de ...

Um Homem de Confiança

Nos questionários de verão de jornais e revistas, há perguntas recorrentes. Quais as qualidades que mais admira no homem ou na mulher (consoante o género do interpelado)? Qual a personalidade que mais admira? Com quem gostaria de sair à noite? Que livros leva para férias? E outras de idêntico teor.
Há umas semanas, uma amiga minha, perante um desses inquéritos, interpelou-me de supetão: rápido, rápido, três palavras sobre António Costa. Surpreendida (a minha leitura era outra), lancei: “humor, confiança, inteligência”. Agora, sem a perturbação e a urgência do insólito momento, pondero e mantenho a resposta.
Sempre admirei as pessoas inteligentes e com sentido de humor. Ao longo da minha vida, tive o privilégio de privar com algumas. Ocorrem-me, de imediato, três políticos de superior inteligência e invejável humor. O humor sarcástico de Jaime Gama. O humor repentino de António Vitorino. O humor arguto de António Costa. Marcelo Rebelo de Sousa considerou “otimismo irritante” a boa disposição do Primeiro-ministro. Não questiono a opinião do nosso Presidente – a cada um a sua subjetividade e direitos – embora dela discorde. O que para Marcelo é “irritante”, é para mim apaziguador. A boa disposição, otimismo que seja, do nosso Primeiro-ministro inspira confiança.
Quem não deseja ter à sua volta pessoas alegres, felizes, inteligentes, que sabem o caminho, tomam decisões, fazem o que devem sem queixumes nem vitimizações? Os que veem o copo sempre meio vazio não conseguem melhores resultados, são menos felizes e tornam os outros ansiosos e infelizes.
A inteligência e o otimismo de António Costa (e as outras qualidades) têm proporcionado ao país o que mais ninguém conseguiu. Unir toda a esquerda parlamentar no apoio a uma solução governativa liderada pelo PS e garantir quatro anos de estabilidade política e melhoria das condições de vida das famílias portuguesas. Taxa de desemprego abaixo da média europeia, crescimento económico acima, reposição de salários e pensões, aumento das prestações sociais e do salário mínimo, redução de impostos e dos custos dos passes sociais, manuais escolares gratuitos, investimento nos serviços públicos… Tudo isto e muito mais, assegurando o défice orçamental mais baixo da nossa democracia e uma significativa redução dos encargos e da própria dívida pública.
Churchill dizia que um homem com convicções pode superar uma centena que tem apenas opiniões. António Costa granjeou a confiança dos portugueses e das portuguesas porque cumpriu tudo o que prometeu. E pôde cumprir porque só prometeu o que sabia poder cumprir. Também agora, como há quatro anos, o PS preparou-se, abriu-se à sociedade, realizou sessões públicas por todo o território nacional e através da internet para debater o seu programa eleitoral e escolheu os seus candidatos em diálogo com as estruturas competentes, respeitando a representação equilibrada de homens e mulheres (54% e 46%), aplicando as alterações à lei da paridade que o Parlamento reprovou (41% de mulheres cabeças de lista e alternância de género nos dois primeiros lugares), revelando notável abertura e capacidade de renovação (56% dos candidatos são estreantes). Pelo que fez e pelo que se propõe fazer, António Costa merece a confiança dos eleitores, uma confiança renovada e alargada para fazer ainda mais e melhor.
Para si, caro/a leitor/a, boas férias.

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