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Em fevereiro, vai acima ao outeiro: se vires verdejar, põe-te a chorar; se vires terrear, põe-te a cantar

Fevereiro arrancou com nova mudança de padrão meteorológico na nossa região, as chuvas registadas durante a segunda metade de janeiro, cessaram, e devido ao posicionamento do anticiclone na península ibérica, fomos afetados por uma massa de ar tropical que fez com que os termómetros subissem para valores que, embora não sejam inéditos para a época, são de facto pouco comuns, iniciamos a semana, no passado domingo, com Mirandela a chegar aos 20.7ºC, Bragança aos 18.1ºC, e o Douro perto dos 24ºC. As temperaturas mantiveram-se relativamente altas até terça-feira (dia 4), registando uma notável queda já durante o dia de ontem (dia 5).
As mínimas também estiveram altas, embora com um desvio menos significativo que o verificado nas máximas, a ausência de nebulosidade proporcionada pelas altas pressões, permitiram uma descida gradual das temperaturas, com ocorrência de novas inversões térmicas, neblinas e nevoeiros matinais. As geadas regressaram ontem e na próxima madrugada, possivelmente, voltaremos a registar temperaturas em torno aos 0ºC em Bragança e muitos outros municípios transmontanos.
Nos próximos dias, não se prevê grandes alterações das condições meteorológicas em relação ao que estamos a registar hoje, as probabilidades de precipitação serão relativamente baixas, com temperaturas ligeiramente acima dos valores de referência para o período, as mínimas deverão variar entre os 0 e os 2ºC em Bragança, entre os 0 e os 4ºC em Miranda do Douro e Vila Flor, entre os 2 e os 4ºC em Vinhais, as máximas continuarão frescas, mas não frias, com a capital, Bragança a variar entre os 10 e os 13ºC, Mirandela entre os 13 e os 16ºC, Macedo de Cavaleiros entre os 12 e os 14ºC.
No largo prazo, os principais modelos de previsão apontam para a continuação de um mês de fevereiro com temperaturas acima e precipitação abaixo dos valores médios para o período, de momento o “general inverno”, continua ausente, sem previsão de entradas polares.
A neve brilhou pela sua ausência em dezembro e janeiro e de momento não há qualquer tendência que aponte para essa possibilidade nem sequer no largo prazo, se não nevar este mês, teremos assim, um inverno meteorológico sem neve, talvez a nova realidade à qual nos devemos acostumar.
Dada a distância temporal das previsões, aconselho que sigam diariamente as atualizações de toda a informação na página de Facebook e Twitter do Meteo Trás-os-Montes.

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