A opinião de ...

Isolado socialmente mas em comunhão espiritual com todos e cada um de vós.

A todos os paroquianos de Alfaião, de São Pedro de Sarracenos, de Samil, à Confraria do Senhor Jesus de Cabeça-Boa, aos Escuteiros, do Agrup. XVIII e, de um modo particular aos idosos e doentes, nas suas casas, em diferentes instituições sociais, no Lar de São Pedro de Sarracenos, no Palácio da Sabedoria, no Hospital de Bragança, a todos os seus cuidadores, familiares e, profissionais que os assistem, a todos desejo saúde e paz.
A pandemia vírica Covid – 19, com as medidas restritivas do estado de emergência, que dizem respeito aos ajuntamentos e à deslocação de pessoas, têm-me feito experimentar, como a grande parte de vós, o isolamento na vida quotidiana. Permaneço confinado em casa, no trabalho, no estudo, na vida de oração, celebrando a eucaristia. Isolado socialmente mas em comunhão espiritual com todos e cada um de vós. Rezo, sem concurso de povo, conforme as recomendações das competentes autoridades civis e de saúde, mas rezo convosco e, por vós.
Não pude fazer as confissões da Páscoa, privando os gravemente doentes, os isolados no hospital, os mais velhos, as pessoas em fim de vida, as famílias que ficaram fechadas em casa para evitar a difusão do contágio. Mas, o Papa Francisco foi previdente, pois por causa da pandemia, facilitou-nos o perdão dos pecados, remetendo-nos para um exame de consciência, a recitação do Ato de Contrição, para a verdadeira contrição acompanhada pelo propósito de não mais pecar e, logo que possível encontrar-nos-emos no confessionário.
Privamo-nos de celebrar exteriormente o Domingo de Ramos, a Semana Santa, a Páscoa, de fazer a «Visita Pascal e, qualquer outra expressão pública de piedade popular». Contudo, convido-vos a unirmo-nos em oração, nas nossas casas, em assembleia familiar e pessoal, rezando o Rosário, o Ângelus, a Via-Sacra, assistindo em direto pela Rádio, pela TV, ou pela Internet, às transmissões dos vários momentos celebrativos.
Atentos às celebrações, mas também aos gestos que podemos assumir em conjunto, pois «eles têm sempre um significado muito especial, são a fala dos amigos, o suporte das nossas palavras. Neles comungámos o viver do mundo, uma vida com emoções, ferida como agora, ou na cicatriz que já não dói».
A pandemia trouxe-nos a tribulação, mas não nos esmagou, fomos postos á prova, em extrema dificuldade, mas não fomos vencidos [...], prostrados por terra mas não aniquilados [2 Cor. 4, 8,9].
Ainda não temos data para nos voltarmos a reunir em assembleia novamente, até lá cultivemos a paciência e a confiança, não deixemos de lado a oração e, o bem-fazer.
Grato por tudo que de vós tenho recebido, partilho convosco a minha melhor saudação pascal, na bênção de Deus. Santa Páscoa. Aleluia. Aleluia.
O vosso pároco

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