A opinião de ...

Para lá das eleições, eleições!

No próximo dia 26 vamos escolher os deputados nossos representantes no Parlamento Europeu. É um cargo muito disputado pois rende pingues proventos e mordomias ao modo dos marajás, por isso mesmo, abundam os golpes pela calada e às caras para pertencer à lista em lugar elegível. Além dos deputados formiguinhas, nas listas entram candidatos em fim de carreira política no país de origem ou então os sempre discordantes rodeados de acólitos. Exemplos do acima referido: Mário Soares, Maria de Lurdes Pintassilgo, Ilda Figueiredo, Pedro Santana Lopes entre outros e ainda o transmontano Manuel dos Santos por duas vezes a ocupar o cadeirão de Mário Soares num primeiro momento, no segundo da deputada da gamela. Entenda-se Elisa Ferreira, agora Vice-Presidente do Banco de Portugal. O transmontano Manuel dos Santos sempre teve uma base de apoio em Matosinhos a conceder-lhe a possibilidade de figurar nas listas em lugar elegível ou a roçar tal possibilidade. Ao longo dos anos de provas de desabusos linguísticos o último valeu-lhe reprimenda pública de António Costa.
Dos deputados europeus esperamos entendimento dos fundamentos da Europa, do seu papel civilizador e a defesa intransigente dos interesses portugueses, que não imitem Mário David na legislatura de 2009 a 2014.
Após as europeias as legislativas, as regionais dizem respeito prioritário aos madeirenses. As legislativas sempre estiveram latentes na campanha eleitoral prestes a findar, o afiar de facas em pensamento começou há largo tempo, o inimigo está no partido de cada candidato a candidato, os adversários nos outros. No CDS a escolha do filho do professor Adriano Moreira já provocou estragos de monta e não me refiro a cacos de barrinhões, a Presidente Distrital não apreciou o gesto da Senhora Cristas e foi chorar mágoas na praia do Azibo. É a vida no dizer de António Guterres.
Na CDU impera a disciplina do centralismo dito democrático. Nada a dizer. No Bloco de Esquerda as escolhas não devem causar mossa de maior, no Distrito vela pouco eleitoralmente, mas…ficar à frente da CDU aguça apetites. Do Aliança nada escrevo porque não uso aliança muito menos de material usado na dissidência porque PSL não aceitou o resultado da escolha dos militantes. No PSD ao contrário de passadas eleições Adão Silva não tem adversário à altura, é Vice-Presidente da bancada e tomou clara posição a favor de Rui Rio quando este suportou o assédio de Montenegro, Passos, Relvas e comandita. No PS, a meu ver as coisas não serão assim. Surgiu um novo candidato, de peso, o Professor Octávio Sobrinho Teixeira, para lá da marcação à zona a Jorge Gomes por parte de Berta Nunes. A médica está em final de carreira autárquica e Jorge Gomes paga em parte as favas devido à tragédia de Pedrógão Grande, de qualquer forma o Presidente da Federação sabe bem quanto fermento é necessário para cozer um pão de trigo a utilizar na composição de alheiras. A senhora Júlia Rodrigues, de pedra e cal na presidência da Câmara de Mirandela não alumiará o bragançano ao qual presto justiça dado sentido de Estado revelado no burburinho mediático pós fogos florestais. Como dizia o cego: veremos, veremos!

Edição
3731