A opinião de ...

IV Epistola do Interior

Aos Deputados Catarina Martins e Jerónimo de Sousa
Excelências

A um ano das eleições é altura de dizer «alto e pára o baile». É altura de dizer «mal de costas pior de barriga» e «mal de carro pior de arado». De facto, o que nos espera não é lá grande coisa. A fazer fé nas sondagens que dão tanto jeito a uns comentadores televisivos a coisa ‘stá preta. O PS ganhará tais eleições tal como o PCP aumentará o seu grupo parlamentar e na 1ª fila do parlamento passará de 2 para 4 deputados, o BE verá chegar o descalabro parlamentar e na 1ª fila passará de 3 para 1 deputado. Tudo isto, claro está, com a preciosa ajuda do ex-vereador do AL lisboeta Robles e da incansável criadora de impostos Mortágua e de outros que gostam de fugir aos impostos e que por lá se abrigam, segundo diz muita comunicação social. O PSD de Rui Rio não terá grande sucesso eleitoral segundo tais sondagens e algumas «aves agourentas» que se fazem desfilar pelas várias televisões mas que são principescamente pagos.
Naturalmente que perante este cenário havemos de ter um governo do «vosso» PS amparado pelas 2 muletas, do costume, que são os partidos de V. Excelências.
Como diz o povo teremos um governo de «ingarela do feno».

Farão de Robles ministros do Turismo ou da Habitação, de Mário Nogueira ministro do Trabalho ou da Educação, de Mortágua ministra das Finanças, de Honório Novo ministro da Economia, se Louça for nomeado governador do Banco de Portugal e de João Galamba ministro da integridade social. Carlos César poderá ser ministro do Transportes e de Ajudas de Custo, Rocha Andrade ministro do desporto e do futebol europeu e Armando Vara ministro da Justiça e da escolha de juízes, segundo alguma comunicação social. Poderão ainda contar com Duarte Lima para ministro do investimento e ajuda aos lesados do BPN, Oliveira e Costa ministro da recuperação fiscal e Valdemar Alves (de Pedrogão) para ministro da recuperação e solidariedade social.
Se de facto as sondagens falarem em nome do povo o futuro governo só pode ter este tipo de gente. Um povo ou uma sociedade que permite falsificações de residência por causa da matricula dos filhos; que permite falsificação de residências para sacar dinheiro e recuperar palheiros e casebres abandonados à décadas e queimados por incêndios não pode aceitar que Rui Rio vença as próximas eleições legislativas e governe Portugal.
Eu também acho que os partidos de V. Excelências e o «vosso» PS estão a ser ajudados por determinados barões e baronetes do PSD, para terdes um bom resultado eleitoral e o PSD um mau resultado.
Seja como for Rui Rio está no caminho certo. Um partido que governou o país entre 2011/2015 e pediu tantos sacrifícios aos portugueses não pode apresentar-se ao povo gastando «à tripa forra» na festa do Pontal e com dívida por pagar de 13 milhões de euros. Isto é Rui Rio na sua postura. E não pode ter outra. Que credibilidade política pode ter António Costa, perante o povo, se o seu e o «vosso» PS está falido por dívidas superiores a 20 milhões de euros, segundo a comunicação social.
Aos críticos de Rui Rio pergunto, do cimo de Portugal,
- Qual o montante das dívidas no fim da liderança do Prof. Cavaco Silva?
- Qual o montante das dívidas no fim do mandato da Dr.ª Manuela F.L.?
- Qual o montante das dívidas no fim da liderança do Dr. Marques Mendes?
- Qual o montante das dívidas no fim da liderança do Dr. Filipe Menezes?
- Qual o montante das dívidas no fim da liderança do Dr. Santana Lopes?
- Qual o montante das dívidas no fim da liderança de Dr. Passos Coelho?
Era muito importante, para o povo, que a Dr.ª Manuela F.L., na sua homilia semanal da TVI24, divulgasse o montante das dívidas da sua liderança no PSD.
Era muito importante, para o povo poder avaliar a liderança de Rui Rio que o Dr. Marques Mendes, no seu sermão nacional na SIC, divulgasse o montante das dividas da sua liderança no PSD.
Se o fizessem dariam um grande exemplo de transparência política, de ética e de frontalidade. Eu penso que jamais farão tal coisa. E por isso lhes digo parafraseando o almirante Pinheiro de Azevedo em 1976 borda... p’rós sermões e p’rás vossas homilias.
Um povo e uma sociedade que permite casos como os de Pedrogão naturalmente, não pode, (nunca) ser governado por um político como o Dr. Rui Rio.

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3710