FUTEBOL

FPF apresenta nova competição do futebol nacional

Publicado por Guilherme Moutinho em Qua, 2020-09-16 22:38

A Direção da Federação Portuguesa de Futebol aprovou, esta quarta-feira (16), a designação e imagem da nova competição do futebol nacional, que arrancará em 2021/2022, intitulada Liga 3. A FPF, na promoção da nova competição nacional de futebol, anuncia que a mesma terá a sua base em três eixos fundamentais: “preparar os clubes para a II Liga, criar espaço de desenvolvimento para jogadores jovens portugueses e promover o equilíbrio financeiro dos clubes.” Segundo comunicado da FPF na época de estreia da prova, participarão 24 clubes (22 clubes oriundos Campeonato de Portugal mais dois que descem da II Liga).

“O 1.º classificado de cada uma das oito séries do Campeonato de Portugal 2020/21, que começa este fim-de-semana, irá disputar um play-off de acesso à II Liga, do qual sairão os dois promovidos. As seis equipas que restarem passam a disputar a Liga 3. Os clubes que finalizarem entre o 2.º e o 5.º lugares de cada série jogarão uma fase de acesso à Liga 3, de onde sairão os outros 16 participantes para a primeira edição da nova competição. A este grupo juntar-se-ão os dois despromovidos da II Liga, completando assim as 24 equipas.” Este será o modelo aplicado pela FPF para a estreia em 2021/2022 da Liga 3.

Na época seguinte, em 2022/2023, a Liga 3 irá manter o mesmo número de participantes (24) mas em 2023/2024 a competição será reduzida a 20 clubes.

O novo conceito praticado espera dar bases mais fortes para o futebol profissional e para tal delineou regras bem definidas. Cada equipa da Liga 3 irá contar “com 25 jogadores por plantel, sendo que na ficha de jogo terão de constar 13 formados localmente.” Os treinadores principais devem apresentar habilitação de Grau III, com a devida excepção aos técnicos que se mantenham nos clubes promovidos à Liga 3, sendo nestes casos aceite o Grau II.

Os clubes podem consultar publicamente o regulamento da Liga 3 por um período de 30 dias, tempo considerado mais que suficiente pela FPF para uma eficaz preparação e transição ao novo modelo. A nova competição traz também mais responsabilidades aos clubes, os mesmos são obrigados “a identificar os detentores de participações no capital social do clube, bem como discriminar relações entre eles.” Além disso, os clubes “devem apresentar declarações de inexistência de dívidas e atestar que os jogadores não recorreram ao fundo de regularização salarial.” Estas verificações terão lugar no decorrer da época, em dezembro e março.