A opinião de ...

TAP – O sinal vermelho ... e agora, ficaram (quase) todos muito felizes!....

Triste sina a de um povo que, sendo humilde e pobre, sem ser tido nem achado para nada, como aconteceu com a solução engendrada para maquilhar a situação calamitosa em que, mais uma vez, afun~dou/aram a TAP, tem de viver, condenado “ad eternum”, a aguentar com todos os caprichos e desmandos duma certa elite política, que se acoimou à sombra do orçamento, ( ou se perfila nas cadeiras da frente para lá se aboletar também) e se movimenta nos corredores alcatifados da área do poder no conforto do ar condicionado, povo esse que, qual bode expiatório dum crime que não cometeu, na sua grande maioria, nunca andou e nem sequer pode sonhar andar de avião. Depois de castigado por décadas de demagogia comicieira e charlatanice de feiras de bairro e mercados suburbanos, perigosamente, a maioria do povo português parece anestesiada, sem sentido crítico e sem capacidade nem vontade de reagir, hipotecando irremediavelmente o seu futuro e o dos seus aos interesses de qualquer demagogo bem falante de segunda categoria, ou aos projetos inconfessados de um qualquer “político cogumelo”.
Se a alguém restar alguma dúvida, atente na novela da TAP, o exemplo paradigmático do nada que sobre ela se disse e do muito que era importante que se dissesse e que o povo tinha a necessidade e o direito de saber.
Por mais que se tente ignorá-lo e/ou esconde-lo, segundo a opinião dos mais renomados especialistas da matéria , a situação atual da TAP é tão grave, e o seu futuro tão assustadoramente preocupante que, em vez de tentar disfarçá-la com explicações peregrinas para fundamentar soluções sem nexo e sem mínima hipótese de sucesso, antes de novo assalto ao bolso dos contribuintes para por os aviões no ar, é da mais elementar justiça que, objetivamente se lhes explique:.
Em que vão ser gastos os milhares de milhões de euros que vão ser injetados na TAP já na primeira fase da intervenção;
Porque nesta crise sem fim à vista, o negócio da aviação não é coisa que se recomende nem ao pior inimigo, esgotados todos estes milhões, até quando os contribuintes continuarão a ser sugados para suportar esta gigantesca e faraónica operação de resgate;
Sendo por demais evidentes as consequência arrasadoras do colapso mundial da aviação civil que, como tudo o indica, poderá demorar décadas a reerguer-se e deixar de gerar prejuízos, será possível e sensato que um país como o nosso continue a sonhar com a sua companhia de aviação quando, em meia dúzia de anos, cantando e rindo, tudo se fez, (ou deixou de fazer-se) para destruir a nossa velhinha TAP que, pelos seus meios técnicos, pela qualidade ímpar dos seus recursos humanos e por um serviço da mais alta qualidade, foi por todos qualificada como umas das melhores companhias de aviação do mundo.
Para tentar que, pelo menos desta vez, no nosso país a culpa não morra solteira, sugiro que se levantem todos os réus.

Edição
3790