A opinião de ...

Economia Pós-Covid (A prova do algodão)

stá de parabéns, Carlos Almendra, coordenador, em Bragança do Conselho Estratégico Nacional (CEN) para a Economia do PSD. No passado dia 16 de junho, promoveu e levou a efeito, uma conferência on-line (Covid a tanto obriga) subordinada ao tema “Os desafios para a Economia do Nordeste no período pós-pandemia”. Não só o tema é relevante como os convidados foram, sem dúvida, o que de melhor o Partido Social Democrata podia, nestas circunstância, oferecer. Para além de Joaquim Sarmento, coordenador nacional do CEN e do melhor Deputado Português no Parlamento Europeu, José Manuel Fernandes, tinham lugar marcado os cinco autarcas laranjas, brigantinos: Maria do Céu Quintas, Hernâni Dias, João Manuel Gonçalves, Jorge Fidalgo e Nuno Gonçalves.
Joaquim Sarmento fez um enquadramento genérico, muito adequado da situação atual. José Manuel Fernandes apelou à mudança de paradigma de, perante o anúncio de fundos, em vez de reclamar uma fatia (“quanto é que me calha?”) tratar de ser competitivo, eficaz e solidário. Até porque as novas regras vão nesse sentido: vai haver financiamento a 100%, durante o próximo ano, e os excedentes de um programa podem reforçar outro que os não tenha. Democratiza-se a atribuição de fundos e promove-se a meritocracia. Deixa de haver desculpas. Municípios pequenos e grandes, endividados ou com saldo, ficam em pé de igualdade. Quem tiver unhas que toque guitarra!
Em Freixo, segunda a Presidente, afetado (como todos os outros) pela pandemia a grande aposta para o futuro está na esperança de que a candidatura da seda às 7 maravilhas “traga alguma coisa de jeito”.
Hernâni Dias defendeu a importância da promoção do conhecimento (o IPB é o melhor dos Institutos portugueses) tendo sido mais tarde secundado por Joaquim Sarmento. Quer que o aeródromo seja promovido a aeroporto regional e alertou que, no que toca às redes digitais, chegar a 75% da população é radicalmente diferente de cobrir 75% do território. A faixa litoral portuguesa permite esse desiderato. Este tema foi igualmente trazido por Jorge Fidalgo. O presidente de Bragança evidenciou o logro de pensar que alguns empreendimentos trazem crescimento sustentável quando apenas criam emprego e fomento comercial, durante a sua construção. Os responsáveis locais têm de ser capazes de os potenciar, acrescento eu.
João Gonçalves assumiu a necessidade da aposta no vinho e na maçã, produtos valiosos do seu concelho e apelou à promoção ativa do teletrabalho para os funcionários públicos. O Douro navegável e a linha férrea até Espanha são anseios de Carrazeda.
Jorge Fidalgo secundou Hernâni Dias na digitalização do território e afirmou a necessidade de modernização das empresas. É necessário, segundo o autarca de Vimioso, adequar melhor os programas às necessidades locais, no que foi ouvido por José Manuel Fernandes. Este reforçou a premência da implementação crescente da interconectividade com o vizinho espanhol nos domínios da Energia, Digitalização e, obviamente, Ferrovia.
Anunciada e promovida ativamente pela respetiva concelhia não houve qualquer intervenção de Nuno Gonçalves. Depois de ter achincalhado a história grandiosa de Moncorvo ao reduzi-la a uma palhaçada anual, com um enlatado igualzinho ao de S. Domingos de Rana, pago com centenas de milhares de euros dos contribuintes, depois de ter insultado a memória dos munícipes e da cultura regional, apeando Campos Monteiro do pedestal onde o seu génio o guindou e os conterrâneos lhe dispensaram, o autarca moncorvense veio dizer que, relativamente ao futuro próximo, no que toca ao desenvolvimento e aproveitamento dos generosos fundos comunitários, o que tem a dizer é... nada!

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