António Pires

Literal e Metaforicamente Falando

Ainda que possa parecer um tema pouco excitante, por, de certa forma, não ser uma prioridade do dia a dia do leitor comum, julgo, no entanto, apropriado trazer hoje aqui um exemplo de como o uso consagrado da língua – um dos responsáveis pela normatização do erro -, consegue “dicionarizar” palavras e expressões que, à luz da gramática , estão em completo desacordo com os princípios por ela fixados.


Xenofobia e Racismo, os Vocábulos da Moda

No dia em que o hediondo crime de que foi vítima o jovem cabo - verdiano Luís Giovani Rodrigues, aluno do Instituto Politécnico de Bragança, se tornou notícia nacional, dois destacados dirigentes políticos, duma forma incendiária e irresponsável, quando se lhe exigia algum recato e ponderação (pela nobre função que exercem, como deputados da nação), deram a entender, num comentário feito nas redes sociais, a par da exigência da celeridade da justiça para encontrar os culpados, que o mesmo tinha tido motivações raciais.


A Promoção da Cultura em Carrazedo, Bragança

“Tudo é ousado a quem nada se atreve”
(Fernando Pessoa)
Há uns meses, o meu prezado amigo Chef António deu-me a conhecer, numa conversa de circunstância e em primeira mão, a ousada pretensão de se fazer em Carrazedo, a lindíssima aldeia de sua mulher, um evento cultural, cujo cartaz contemplasse, entre outras coisas, teatro, música, dança, canto lírico, contadores de histórias, jogos tradicionais, exposições, pintura, artes e ofícios, etc.,


A Falta de Civismo Tipicamente Tuga

 
Num destes programas televisivos do género “Você da TV”, vi, há algum tempo, de passagem, uma entrevista a um senhor que, emigrado no Brasil desde criança, voltou pela primeira vez à terra natal com 80 anos. À pergunta “como distinguia ao longe os seus concidadãos dos demais?”, respondeu: “ Quando via na rua um homem de bigode, palito na boca e a deitar lixo para o chão, estava identificada a nacionalidade”


As Obras de Intervenção na Sá Carneiro e João da Cruz

Quando os bragançanos tiveram conhecimento da intenção da autarquia levar a cabo as obras de intervenção das duas mais importantes avenidas da cidade, integradas no Plano de Acção de Mobilidade Urbana Sustentável (…), levantaram-se algumas vozes discordante. Fizeram-no, julgo, não pelo impulso “revolucionário”, do “contratudismo”, quais Velhos do Restelo, mas porque o passado recente é de má memória, nomeadamente no que às obras do Polis e da Avenida do Sabor diz respeito. Ou seja, gato escaldado…