António Pires

Pizzi: A Personificação da Humildade

Decorria a época futebolística de 2006/2007. O Grupo Desportivo de Bragança defrontava em casa o Sporting para a Taça de Portugal. O treinador, Lopes da Silva, tem a ousadia de, durante a segunda parte do jogo, lançar o miúdo de 17 anos que dá pelo nome (artístico) de Pizzi. Tendo em conta a irrepreensível prestação do debutante, na bancada, com um grupo de amigos, arrisquei o vaticínio: “ Este garoto, se não se estragar, vai longe”.


A Festa (Negócio) dos Anos 80

Numa dada sexta – feira do mês de Julho de 2016, “ofereceram-me” quatro bilhetes para ir à Festa dos anos 80, realizada no jardim do Museu Abade Baçal. Feita a distribuição dos ingressos pelos meus três amigos, à entrada (munidos do “livre trânsito”), apercebemo-nos de que aquilo cheirava a embuste: os responsáveis da dita, donos de um afamado bar nocturno desta cidade, cobraram 5 euros pela entrada, com “direito” a pagar 2 euros por uma cerveja, 1,50 euros por uma água sem gás e 7,50 euros por um de gin tónico, cuja bebida alcoólica era pouco mais do que o cheiro.


A Importância das Eleições Autárquicas

Na perspectiva da gente comum, validade pelo costume, as campanhas eleitorais são a garantia de que, até ao dia das eleições, a maior parte das promessas (humanamente exequíveis) feitas aos eleitores vão ser cumpridas até ao último dia do acto eleitoral: a gravilha, os paralelos e os montões de areia que permanecem, desde o primeiro dia dos quatro anos de mandato, à beira da estrada das aldeias, vilas e cidades, vão cumprir o propósito para que foram destinados.


O Novo (Des) acordo Ortográfico

Li com atenção o segundo de três textos publicados recentemente neste jornal pelo respeitado e eminente advogado da nossa praça, Dr. Júlio de Carvalho, a propósito do novo acordo ortográfico. Sendo este um tema que me é caro, e porque o nosso ilustre conterrâneo usou como força argumentativa um registo de linguagem que não condiz com a sua personalidade, ao considerar “fundamentalista” e “xenófobo”quem não é da sua opinião, não poderia, naturalmente, deixar de contribuir para este debate.


Ao Prezado Assinante e Leitor Rui Fontes

Por motivos pessoais, fiz um interregno como colaborador neste jornal durante alguns meses. De volta às lides opinativas, aproveito o regresso para responder ao nosso insigne leitor e assinante Rui Fontes, que, na sequência do artigo que escrevi numa edição anterior, com o título “Há Democracia sem Partidos?”, me formalizou, via email, remetido ao Director do Mensageiro (que teve a delicadeza de o reenviar ao destinatário) a seguinte questão: “ Em que sentido aplica a palavra Democracia?”.