A opinião de ...

Uma problemática de Assis

Foi limitadamente retribuída a intervenção de João Paulo II no sentido de conseguir, depois da Guerra de 1939-1945, a criação de um diálogo inter-religioso para todas as religiões, a partir dos encontros de 1986-2002, que contribuíram, ainda assim, para a paz e o desenvolvimento sustentado. A expressão dessa vontade teve forma no que chamei a Nova Mensagem de Assis, porque foi nessa cidade santa que se iniciou, com grande diversão e variada participação, incluindo portugueses. Na situação grave em que nos encontramos pela global crise pandémica, o Papa Francisco marcou, na mesma cidade santa de Assis, um encontro esperado de milhares de participantes, de 115 previstos países, para encontrar doutrina que recupere uma economia socialmente justa. A data foi adiada pelos riscos da pandemia, mas o Papa esperou poder efetiva-la em novembro. A temática obriga a esperar por interventores que saibam ajudar a compreender a nova circunstância mundial. É tal a complexidade de novos saberes articulados ao enfrentamento da nova circunstância global, que implica reformar os projetos de vida e economia em paz que exige multiplicação das áreas de investigação e ensino, para que a crise mundial da economia e finanças, e sobrevivência, mudem talvez com uma normativa recriada, e inovadora do seguinte Capítulo da História. É curioso que o Papa Francisco elevou aos altares o Cardeal Newman que em 1852 publicou o famoso livro intitulado The Idea of a University, um tema que voltou à atualidade, não apenas do Estado moderno mas das iniciativas privadas de investigação, com a evidência que diz respeito há anos da situação dos méritos diferenciados entre Universidades, públicas e privadas, e Politécnicos, as primeiras focadas literalmente na ciência, e os segundos no saber fazer. Manteve-se a problemática assumida antes do 25 de Abril, que respeitam aquela antiga orientada identificação, sendo hoje mais sustentada a diferença de identidade e igual dignidade. Já em 2019 os economistas premiados com o Nobel, Esther Duflo e Abhijit Banerjee, recomendavam articulações em todo o território francês “para salvar o Natal”; discussão sobre o que chamaram a “fertilisation” entre ciência económicas e epidemiologia que está assumida. O fato é que, em poucos meses, é notável o progresso das investigações que articulam os economistas e epidemiologistas dotados de poderosos instrumentos de auxílio. Tornou-se largamente conhecido o Prof. Charles Wyplosz, professor emérito do Institut de Hautes Études Internationales et du Développement de Genève, com a Revista que criou com o nome de “Covid Economics”, apoiada pelo Center for Economic Policy Research, tendo publicado desde março 360 artigos de investigação: é usada a expressão “Os tempos do diálogo científico” para caraterizar a útil intervenção do velho e experiente professor. Não parece que os empresários de todas as atividades destinadas a evitar que progrida a crise humanitária global, dispensem articular o saber e o saber fazer, incluindo as áreas de Segurança e Defesa que possuem investigação e ensino universitário, fortalecidas para evitar que “um tufão abale os alicerces de um

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