José Mário Leite

A Contar... (muito mais do que cantigas

David Ferreira foi-me apresentado, se não me falha a memória, em 2016, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, por ocasião da apresentação pública do livro “Clave de Sol – Chave de Sombra - Memória e Inquietude em David Mourão-Ferreira” de Teresa Martins Marques mas, obviamente, não resultou daí qualquer conhecimento mútuo. Este aconteceu, três anos mais tarde, quando fizemos, integrados num grupo de colaboradores da Gulbenkian, uma viagem à Arménia.


Bilhete-Postal para a Lombardia

Sofia, minha filha, desculpa.
Desde que há uma década emigraste, para Itália, primeiro, para Bruxelas, depois e, de novo para a italiana região da Lombardia, tenho sido teu correspondente neste cantinho lusitano, para, com regularidade, te ir dando notícias da política e do governo da nossa nação. Contudo, na última semana, houve um acontecimento neste lusitano retângulo que, ostensiva e reiteradamente, te escondi.


MAIORIA E DEMOCRACIA

Toda a gente sabe que quem não arrisca, não petisca e, igualmente, ninguém ignora que mais vale um pássaro na mão do que dois a voar. Ora, assim sendo, qualquer que seja a atitude perante um desafio estará sempre respaldada na opinião popular que é velha, experiente e sábia. Igualmente é possível, perante as várias formas assumidas pelo poder democrático, elogiá-lo e desmerecê-lo recorrendo a insuspeitas opiniões de reconhecidos vultos da humanidade.


Os erros de Costa

António Costa é um político muito talentoso. Se outros feitos lhe não fossem atribuíveis, transformar uma derrota numa vitória, muito maior do que ganhar por poucochinho e com indiscutível proveito, é obra de quem tem efetivamente muito talento. Mas até os melhores cometem erros.


Não passará!

No debate com André Ven- tura, António Costa afir- mou, repetidamente “Não passará!”, numa alusão ao conhecido grito de Dolores Ibárruri, a Pasionaria, nas vésperas da batalha de Ma- drid, recuperando o lema francês da Primeira Guer- ra Mundial. O mote com que iniciou a sua interven- ção e a que recorreu ao lon- go da discussão com o seu oponente teve a assumida intenção de, por um lado, traçar uma linha divisória entre o seu partido e o do seu opositor e, por outro, marcar uma clara diferença com o seu principal e ver- dadeiro contendor, nesta disputa: Rui Rio.


A vacina natural

No que diz respeito à Covid19, sou adepto incondicional da vacinação global nas doses e nas faixas etárias consideradas como adequadas pelos especialistas. Contudo não pertenço ao grupo que entende que as vacinas são a panaceia para os males, chegados, recentemente, pelo tempo conturbado em que vivemos. Se assim fosse, depois do celebrado e reconhecido sucesso que foi a operação conduzida por Gouveia e Melo, andaríamos já todos sem máscara, aos abraços e beijinhos, convivendo alegre e descontraidamente, como acontecia há dois anos atrás.


Os Ilusionistas

No início da década de setenta, do século passado, encontrei numa prateleira da livraria Mário Péricles, em Bragança, um livro cujo título despertou, de imediato, a minha atenção: “O Ilusionista das Salas”. Pensei, inicialmente, ser um livro de outra natureza por estar numa secção especial e bem conhecida do grupo que frequentava o Chave d’Ouro. Afinal o tema era mesmo o ilusionismo. Tanto assim que, após a sua leitura senti-me capaz de, numa récita liceal, me atrever a apresentar vários números de ilusionismo.


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