Marques Mendes promete presidências abertas em todo ao país e quer começar em Trás-os-Montes
Foi em Macedo de Cavaleiros que Marques Mendes garantiu que se for Presidente da República vai fazer presidências abertas junto das comunidades em todo o país. Este é o seu primeiro compromisso. “A primeira será aqui em Trás-os-Montes e nas Beiras e será subordinada à ideia do desenvolvimento do Interior. Terá na agenda dois temas relevantes: a educação e o emprego”, prometeu aos apoiantes que participaram num almoço naquela cidade.
O candidato a Presidente da República começou a campanha eleitoral no distrito de Bragança com uma arruada na cidade de Mirandela, o almoço em Macedo de Cavaleiros, uma visita à Casa do Careto, em Podence, e uma passagem pela Praça Camões, em Bragança, onde estão instaladas as iniciativas alusivas à quadra ‘Bragança Terra Natal e de Sonhos’.
Se for eleito Marques Mendes elegerá a educação como um dos temas que quer pôr em evidência. “É importante sublinhar, realçar e aplaudir o esforço notável que aqui nesta região e em todo o país, no Interior, tem sido feita e de uma forma muito particular no ensino superior”, explicou aos apoiantes.
Se o elevador social é o primeiro ponto da agenda se ganhar as Presidenciais, o emprego surge como o segundo. “Porque depois do grande investimento na educação, temos de reforçar agora novas políticas públicas que ajudem o investimento e o emprego no Interior de Portugal. É assim que se faz coesão territorial”, afirmou.
O segundo compromisso que fez prende-se com “a valorização dos jovens”, para “dar mais voz à juventude”. Marques Mendes realçou a presença de Miguel, um adolescente de 11 anos, que leu uma carta que lhe escreveu. Para valorizar a juventude quer ter um jovem no Conselho de Estado. “Eu sei que os meus adversários não gostam muito da ideia de colocar um jovem no Conselho de Estado e desvalorizam, mas acho que fazem mal. O que eu quero, ao colocar, pela primeira vez, em Portugal, um jovem no Conselho de Estado é dar a oportunidade à juventude para ter mais voz e para ter mais poder de intervenção”, salientou. Tudo de modo a evitar “que milhares de jovens saiam de Portugal para o estrangeiro, à procura de melhores salários e melhores condições de vida”.
Para além disso, prometeu que quer ser um Presidente apostado na coesão nacional, em segundo lugar, um Presidente com experiência, “porque em Belém a experiência conta”, destacou e, finalmente, um Presidente com grande “esperança” no futuro.
Marques Mendes garante que seria um Presidente a olhar para o país, porém sem esquecer a Europa “onde neste momento há problemas de fragilidade política, de fragilidade económica e de perda de competitividade em relação à China e aos Estados Unidos”.
Marques Mendes considera a experiência essencial
O candidato defende que o Presidente da República deve ser “uma pessoa com experiência para conseguir ajudar e dar a volta à situação em muitos problemas que se acumularam ao longo dos anos”.
Porque para o ex-comentador da televisão, ter experiência, “não é resignação, mas capacidade de arbitrar conflitos para que o país viva a estabilidade”. Tanto mais, frisou, que “não podemos ter eleições de dois em dois anos. Os portugueses precisam de estabilidade e precisam de tranquilidade”.
Quer também ser Presidente para lidar com o governo e com os partidos “para fomentar consensos entendimentos e convergências para muitos assuntos”, vincou.
Ser um Chefe de Estado com esperança no futuro, é outra ambição de Marques Mendes. “Alguém que vê em cada problema não uma fatalidade, mas uma nova oportunidade”, justificou, porque apesar do muito que foi feito após o 25 de abril, subsistem em Portugal “muitas injustiças, muitas desigualdades entre as pessoas e entre as regiões, entre as pessoas mais ricas e as pessoas mais pobres, entre as regiões do Litoral e do Interior”.
Para acabar com estas desigualdades defende que o país precisa “de fomentar a melhoria dos salários, a melhoria das pensões e as reformas de milhares e milhares de pensionistas”.
Ser um Presidente passivo não está nos planos de Marques Mendes. “Não serei como a Rainha de Inglaterra”, disse garantindo que “quer ser ativo e interventivo”.
O anfritrião do almoço, o autarca de Macedo de Cavaleiros, disse que “a democracia não se defende apenas com palavras bonitas ou discursos, mas com princípios, com instituições fortes e com estabilidade”.
Ainda no discurso, Sérgio Borges explicou que apoia Marques Mendes porque este representa “uma visão da democracia firme, valores claros na defesa das liberdades e sem cedência a facilitismos fáceis, mas alguém que acredita do diálogo, na pluralidade e no papel das instituições”.
Sobrinho Teixeira diz que o Presidente precisa de defender a democracia
Durante os discursos, João Sobrinho Teixeira, mandatário da campanha no distrito de Bragança, referiu que “a democracia, na sua essência, é a escolha de quem nos vai ajudar e nós precisamos de alguém que tenha como horizonte primário o desenvolvimento de Portugal, o crescimento da sua economia e a promoção da harmonia entre os que aqui vivem. Alguém que em quem confiamos que vai encontrar a solução certa”.
Desejando uma campanha que se paute pelo civismo Sobrinho Teixeira destacou como vantagem deste candidato ser alguém que “conhecer bem o Interior”.
Clara de Sousa Alves, ex-deputada do PSD na Assembleia da República, está convicta que o candidado a Presidente vai apoiar a juventude e as suas causas. “São cada vez mais os jovens do nosso país que procuram melhores condições para trabalhar no estrangeiro, porque em Portugal não as há. Espero que melhore as condições do nosso país e que os jovens possam estar à frente de grandes decisões”, afirmou a advogada social-democrata que considera que a função de um Presidente “também é perceber as pessoas, os territórios, as diferentes realidades, porque é ver, é escutar, é perceber antes de decidir”.
