Macedo de Cavaleiros

Pedro Mascarenhas acusa Benjamim Rodrigues de "falta de lealdade institucional"

Publicado por AGR em Sex, 2020-01-10 10:21

Foi em comunicado que esta madrugada Pedro Mascarenhas reagiu à demissão dos pelouros que tinha na Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, acusando o presidente, Benjamim Rodrigues, de falta "de solidariedade e de lealdade institucional".

O antigo vice-presidente explica a decisão tomada "na sequência de diversos acontecimentos ao longo das últimas semanas". "Optei por colocar os meus pelouros à disposição do Presidente do Município de Macedo de Cavaleiros. Devo naturalmente uma explicação a todos aqueles que acreditaram e confiaram no projecto que apresentei.

Na defesa desse projecto comum, e não na defesa do ego de cada um, entreguei os pelouros com a convicção de que não podia ser um entrave à vontade de quem dirige a autarquia, mas também e fundamentalmente pela sua manifesta e assumida ausência de solidariedade e lealdade institucional", escreveu Mascarenhas, também demissionário da concelhia do PS local.

"Trabalhando em equipa sentimos e sabemos qual a nossa posição e as nossas obrigações, mas também sabemos da importância do respeito, da dignidade e da solidariedade que é devida a cada um de nós e por cada um de nós.

Confrontado com a ausência destes princípios não me restou outra posição que não a de entregar os pelouros que me tinham sido confiados, com a convicção de que serei mais útil aos Macedenses como vereador sem pelouros, assumindo uma plena liberdade de continuar a lutar pelo melhor e pelo desenvolvimento merecido a Macedo de Cavaleiros, a minha terra, na qual acredito, e ainda mais acredito no bom que os Macedenses têm para dar.
Só assim, de forma consciente e responsável é que entendo que poderei continuar a respeitar os compromissos que assumi para com os Macedenses.
O respeito, a lealdade e a justiça são princípios de que nunca abdicarei, para mim e para os outros, mesmo quando os outros não são capazes de os cumprir perante mim.

Como disse Francisco Sá Carneiro:
“A política sem risco é uma chatice, mas sem ética é uma vergonha”.
Também um outro homem incontornável da política portuguesa, Mário Soares, disse:
"Que continuem os nossos adversários com os seus processos historicamente condenados. Que cheguem às mais degradantes violências, às piores injúrias. Que sejam até ao fim vítimas de si próprios, das suas próprias naturezas e instintos. Nós saberemos manter-nos, serenamente, corajosamente… E venceremos", terminou, garantindo ser "pela defesa de Macedo e dos Macedenses".