Pe. Estevinho Pires

Obras na Igreja [21]

Ao eletrificar a igreja peça Projeto, não chame apenas o eletricista mais “habilidoso”!
A luz natural dentro das igrejas foi sempre uma preocupação e, fez parte de uma estratégia arquitetónica. No românico a luz era coada por aberturas raras e estreitas usadas como janelas, que ofereciam segurança, penumbra, silêncio, facilitadores da partilha do sagrado. Já o Gótico exuberante nos vitrais não quiz escurecer a nave, mas glorificar a luz.


Obras na Igreja [20] Concelebração, um só altar, um só Cristo.

Contemplando a história bimilenária da Igreja [SC 3] vemos que os primeiros cristãos começaram por celebrar a Eucaristia no domingo, dia em que se faz memória de Cristo morto e ressuscitado [SC 37], dia em que os cristãos se reuniam «para partir o pão» [Act. 20, 7], em casas particulares, no que chamavam a mesa do Senhor [1 Cor 10, 21], colocada na sala só no momento em que se trazia o pão e o vinho para a celebração da Eucaristia.


Obras na Igreja [19] Altares e, a disposição das imagens.

Entrando pela porta principal da igreja matriz da paróquia, subindo pela nave central, à direita está o altar do Senhor Santo Cristo, um grande crucifixo encaixado na talha. Por vezes, neste retábulo, ou num altar próximo, estão esculpidas na madeira, ou pintadas sobre a tela, as almas do purgatório. À esquerda o altar da Senhora do Rosário, a única imagem da Virgem Maria nas igrejas, antigamente.


Obras na Igreja [18] “Arte Sacra” e “imagens sagradas”

A “arte sacra” é um termo genérico que engloba a arquitetura, a pintura, a escultura, as artes gráficas, o artesanato, a música sacra, esta última com a sua própria diretiva canónica, que submetidas à arbitragem da Igreja, estão ao serviço sobretudo da função de santificar e ensinar da Igreja, com o encargo de mover os homens a adorar a Deus.


Obras na Igreja [16]: O que é feito do púlpito?

O termo púlpito procede do latim, “pulpitum” e, significa «tribuna donde pregam, nos templos, os oradores sagrados» , encontra-se num lugar central, a uma altura elevada, numa parede lateral da igreja, ou adoçado a uma coluna, construído a meio da nave onde está a comunidade. Por não se usar e, não se fazer a catequese adequada, temos assistido à perda de memória e, por consequência à decapitação do gradeamento circundante de muitos púlpitos. O lugar da pregação é agora peanha de vaso, ou da última imagem adquirida para a igreja.


Obras na Igreja [15] Confessionários, capelas penitenciais, ou salas de reconciliação…

O confessionário, lugar onde se celebra individualmente o sacramento da reconciliação, recebeu o nome da sua principal função, a confissão dos pecados por parte do penitente ao ministro da Igreja, sendo a tradicional referência do sacramento do perdão e, da sua importância eclesial. O perdão dos pecados é também um ato de culto «público», a par dos outros seis sacramentos [c.834 §§ 1 e 2].


Obras na Igreja [14]

Mais importante que a ornamentação é a liturgia celebrada.
Tende a acentuar-se a corrida à «florista para fazer uns “bouquets”» que tanto servem para a igreja, como para a sala de conferências, ou para o cemitério [e a que preço!]. Faltam referências litúrgicas, reflexão sob o significado das flores na celebração. Tende a brilhar a ostentação, o faz de conta e, o tudo serve, falha a simplicidade, autenticidade e, formação, conjugue-se mais a dignidade e a beleza do lugar sagrado, a sensibilidade e, o bom gosto.


Obras na Igreja [12] Sacrário: da tenda de campanha, ao cofre-forte.

O Código de Direito Canónico [CDC. c. 983 § 1], diz que se reserve habitualmente a santíssima eucaristia na igreja, ou oratório, num só sacrário, “pequeno santuário, tabernáculo”, onde após a celebração, se deposita o Corpo de Cristo para que possa ser levado aos doentes ou dele possam comungar, fora da Missa, os que não puderam participar nela.


Obras na Igreja [11] O altar, ponto central na igreja, a cadeira e, o ambão

A Instrução Geral ao Missal Romano [IGMR] ao falar da disposição da igreja, para a celebração litúrgica, fala da unidade do povo santo, mas também da natureza e beleza que o lugar sagrado deve possuir. Juntamente com as alfaias do culto, o espaço sagrado deve fomentar a piedade e santidade dos mistérios que aí se celebram, ser inspirador da piedade de toda a comunidade, pela simplicidade e, autenticidade.


Assinaturas MDB