Bragança

Bragança homenageou personalidades e lançou livro sobre Abade de Baçal nos 561 anos da cidade

Publicado por António G. Rodrigues em Qui, 02/27/2025 - 14:18

Um bolo gigante confeccionado por diversas pastelarias da cidade e oferecido à população, atuações de música, dança, a apresentação de um livro sobre o Abade de Baçal da autoria do investigador José Monteiro e uma sessão solene, com homenagens a diversas personalidades de diferentes áreas marcaram o 561.º aniversário da elevação de Bragança a cidade, entre quinta-feira e sábado.

“Estamos a celebrar, com muita honra e orgulho, os 561 anos de Bragança cidade”, sublinhou Paulo Xavier, presidente da autarquia brigantina, a nona cidade mais antiga do país.

“A imagem do Abade de Baçal é uma força que nos motiva a continuar, enquanto gente resiliente e de trabalho, a fazer mais e melhor pela nossa terra.

Com uma linha de orientação forte e que se baseia na nossa história vamos continuar a privilegiar a área social, a área cultural, a nossa economia, a nossa juventude, porque o importante é fixar a população, os nossos jovens, os nossos talentos. Queremos um misto de coesão social, com a preservação do ambiente e a preservação social e das nossas tradições”, sublinhou o presidente da Câmara, Paulo Xavier, em declarações ao Mensageiro de Bragança.

O livro ‘O Abade de Baçal, “os judeus” e o Tomo V das memórias...’ foi escrito pelo investigador José Rodrigues Monteiro foi apresentado numa sessão pública na quinta-feira.

“Abade de Baçal está muito biografado, muito lido, embora nalguns casos mal lido, mas neste livro realçam-se alguns aspetos que passam despercebidos. Questões que têm a ver com aspetos doutrinários por vezes ignorados, com alguns posicionamentos sociais, com algum humor e ironia.

Foi um livro que começou por ser uma comunicação em 2017, num encontro sobre cultura judaica, que depois foi crescendo, como a massa que leveda”, explicou o autor.
Nessa noite, realizou-se a sessão solene, no Teatro Municipal.

Foram distinguidas personalidades que “têm deixado a sua marca na nossa cidade e no nosso território. O reconhecimento que aqui lhes foi prestado é uma pequena amostra da enorme gratidão que temos por aquilo que fizeram e continuam a fazer por Bragança”, destacou o presidente da Câmara.

De acordo com a autarquia, a Medalha Municipal de Mérito foi, assim, atribuída a Elisabete Ferreira, pelo “trabalho de excelência desenvolvido no setor da panificação, investigação e inovação”, tendo sido consierada “a melhor padeira do mundo”.

O Prémio Município de Bragança, na Categoria “Cultura, Arte e Património”, homenageou Luís Canotilho, pelo contributo, “através da arte, para a preservação da memória individual e coletiva”, António Tiza, pelo trabalho em prol da “preservação e salvaguarda do património cultural imaterial e da nossa identidade local e regional”, e Nicolau Sernadela, por, ao ser a companhia diária de muitos ouvintes, “combater a solidão, promover a saúde e a qualidade de vida dos transmontanos”.

O Prémio Município de Bragança, na Categoria “Educação, Ciência e Novas Tecnologias” foi atribuído a Albino Bento, pelo trabalho desenvolvido “no âmbito da docência, investigação e coordenação de programas de luta biológica contra a Vespa-das-galhas-do-Castanheiro”, a Maria Eugénia Gouveia, como forma de distinguir o mérito “no âmbito da docência, investigação e coordenação de programas de luta biológica contra as doenças do castanheiro”, a Ivone Fachada, distinguindo o seu papel “na divulgação da cultura científica, numa relação de proximidade com a população transmontana”, e a Tiago Barbosa, pelo reconhecimento do trabalho desenvolvido “no âmbito da docência, investigação e inovação, na área do exercício aquático e natação”.

“Não estava, de todo, à espera desta distinção. Foi uma grande surpresa quando me informaram. E estou muito honrado por este facto. Esta é a cidade onde escolhi viver e fico muito orgulhoso por, de alguma forma, haver um reconhecimento do trabalho que tem sido feito, não em meu nome pessoal mas do Instituto Politécnico e da própria cidade de Bragança e da região. Estou em Bragança desde 1998. Sinto-me mais transmontano do que da cidade onde nasci”, disse o investigador ligado ao desporto.
Na Categoria Desporto e Lazer, o Prémio Município de Bragança distinguiu Lucinda Moreiras e João Morais, pelo mérito e trabalho, desenvolvido por ambos, em diferentes modalidades, na “área do desporto e na promoção de Bragança”.

O Prémio Município de Bragança, na Categoria “Cidadania, Solidariedade e Valores Humanos”, foi entregue a Carlos Martins, pelo “espírito humanitário e de abnegação, e pelo relevante serviço prestado em prol da comunidade brigantina”, e a Carlos Rocha pelo trabalho desenvolvido “na Universidade Sénior de Bragança, destacando-se por promover projetos no âmbito do envelhecimento ativo”.

“É uma forma de reconhecer o trabalho da corporação. Posso ser a imagem dos últimos anos mas isto só acontece devido ao trabalho que aquelas mulheres e homens têm desenvolvido ao longo dos tempos. Este reconhecimento vai inteiramente para eles. São homens e mulheres que vestem a camisola, tiram horas à família para socorrerem os seus pares e os confortar nos momentos de maior aflição”, sublinhou o Comandante dos Bombeiros, Carlos Martins.

Já Mário Rocha mostrou-se “surpreendido” com a distinção. “Não estava à espera. Penso que é o reconhecimento do trabalho que se tem feito na Universidade sénior, onde temos 113 alunos. É o ano em que temos mais, embora tenhamos recusado algumas inscrições, pois temos falta de espaço. Temos apenas duas salas.

Espero que esta distinção dê mais visibilidade à Universidade Sénior e às necessidades que ela tem, sobretudo junto da Câmara, que é quem nos tem hospedado e nos dá asilo. A ver se olham para nós de maneira a acomodar-nos de acordo com a frequência”, disse. Após a Sessão Solene, teve lugar o concerto “Amália Hoje”, com Sónia Tavares, Fernando Ribeiro, Paulo Praça e Nuno Gonçalves.

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