Henrique Ferreira

Professor

Presidenciais 2026 em espera

As eleições presidenciais de 2026, cuja primeira volta se realizou no dia 18, vão decidir-se numa segunda volta. Registe-se a razoável participação eleitoral (53% de prováveis 5,8 em quase 11,3 milhões de eleitores). No Continente, 68,5%. E ainda a diminuição da abstenção nas regiões autónomas. Já no estrangeiro, a abstenção foi enorme, condicionada pela obrigatoriedade da presença física nos consulados.


Lucidez precisa-se

Quatro factos motivam-me a escrever estas reflexões: 1) a cultura predatória, neofascista e neoimperialista de Trump e de Putin; 2) o impedimento das mulheres em acederem ao diaconado cristão católico; 3) o projecto de alterações à Lei Laboral sem cumprimento das regras da concertação social; 4) os pós-debates dos debates dos candidatos às eleições para Presidente da República (PR).


E, contudo, vivemos melhor

Por estes últimos tempos, quem ouve as notícias, em Portugal, fica com a impressão de sentir um país a desagregar-se de tanta maledicência que ouvimos sobre tudo e sobre todos, todos os dias. Nuns casos, a maledicência vem do sectarismo ideológico; noutros, da má formação científica e cívica que não deixa considerar toda a complexidade dos fenómenos que avaliamos. A avaliação é um processo muito complicado e exigente. Noutros casos ainda, a maledicência deriva de distúrbios de personalidade e/ou de temperamento.


Eleições locais (7). O «Juiz» decidiu. Está decidido.

O Juiz ou grande júri ou Povo Soberano votou e decidiu, no passado dia 12, a quem entregar a administração dos municípios e das freguesias. Os analistas interpretam agora a dinâmica dos resultados. Procuram causas e explicações. Não ambiciono tanto porque em todos os resultados há diversos factores que não é possível conhecer ou explicar e, muito menos, nacionalizar.


A Direita Chegou. Cuidemos do «Doente PSD»

Lentamente, o Chega vai «comendo» o PSD, um partido que corre o risco de deixar de ser do Centro para ficar «aChegado» à Direita porque demasiado apegado ao Poder e sem vergonha de se descaracterizar como partido social-democrata.
Falemos dos últimos dois casos conhecidos, a Lei da Imigração e a nova Lei da Habitação. A Lei da Habitação constitui uma oferta descarada aos interesses dos mais ricos, «aconChegados» com benefícios nunca sonhados face ao preço das casas e das rendas.


Eleições autárquicas (6) - Os programas da intervenção municipal e de freguesia

Em nenhuma das circunscrições de nível superior, o programa de intervenção dos eleitos está tão definido e previsto como nas autarquias municipais e de freguesia ficando a competência de formulação política limitada a cada um dos domínios detalhados na estrutura do plano de actividades e orçamento e das leis 169/99, 75/2013 e 50/2018. Assim, quem quiser perceber os domínios de intervenção municipal, consulte a estrutura de um plano de actividades e orçamento.


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