A opinião de ...

Imaculado Coração de Maria

A memória facultativa do Imaculado Coração de Maria celebra-se no sábado, do 2.º Domingo a seguir ao Pentecostes, um dia depois da solenidade do Sagrado Coração de Jesus. A Igreja diz-nos que os dois corações são inseparáveis, onde está um, está também o outro e, que Maria nos leva sempre a Jesus. A teologia do Coração de Cristo ilumina a entrega ao de Maria.
A devoção ao Imaculado Coração de Maria é muito antiga, referenciada na Sagrada Escritura: «Maria conservava todas essas palavras, meditando-as no seu coração» [Lc. 2,19], qual arca de tesouro, onde a Virgem guardava as suas mais importantes recordações. A era da Patrística [séc. I, ao séc. VIII, dC], a Idade Média e, os tempos modernos fortaleceram a difusão do culto. São Bernardo de Claraval [1090-1153], Santa Gertrudes [1256-1302], Santa Brígida [1303-1373], São Bernardino de Sena [1380-1444] e São João Eudes [1601-1680], são dos seus grandes promotores. São João Eudes considera o Coração de Jesus e o de Maria unidos, a Mãe com o Filho de Deus encarnado cuja vida pulsou por nove meses ritmicamente com aquela do Coração de Maria. Em 1643, S. João Eudes começa a celebrar o Imaculado Coração de Maria, com os religiosos de sua congregação, sendo autorizado em 1648, pelo Bispo de “Autun” [França]. Em 1668, festa e textos litúrgicos são aprovados pelo Cardeal delegado de toda a França, enquanto Roma nega a sua confirmação, por diversas vezes. Em 1765, após a introdução da festa do Sagrado Coração de Jesus, é concedida, aqui e ali [“pro aliquibus locis”], a faculdade de celebrar a festa do Coração de Maria.
Em 1805, o Papa Pio VII institui a festa e, em 1855 Pio IX aprova a Missa e os Ofício próprios. A 13 de outubro de 1942 o Papa Pio XII consagra o mundo ao seu Imaculado Coração e, a 4 de maio de 1944, pelo decreto “Cultus Liturgicus” institui a festa do Imaculado Coração de Maria, para que, por intercessão da Virgem se “obtenha a paz entre as nações, liberdade para a Igreja, a conversão dos pecadores, amor à pureza e a prática da virtude”. As “visões” de Fátima, de 1917, bem como as revelações posteriores à irmã Lúcia [em Pontevedra], contribuíram muito para se chegar à fixação desta festa. “Tu, ao menos, trata de me consolar e diz que, todos aqueles que durante cinco meses no primeiro sábado, se confessarem, recebendo a Sagrada Comunhão, rezarem um terço e me fizerem 15 minutos de companhia, meditando nos 15 mistérios do rosário com o fim de me desagravar, eu prometo assistir-lhes à hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas”.
São João Paulo II declara obrigatória, não opcional, a festividade do Imaculado Coração de Maria, devendo realizar-se em todo o mundo católico.
D. António Marto, em 2009, nos 25 anos da ida da Imagem Peregrina ao Vaticano [1984], justifica a renovação da consagração como ação de graças, porque a partir daí “começaram a cair os muros e as resistências ao anúncio da fé cristã. A consagração não é só levarmos as preocupações do mundo para o coração da Mãe, mas colocarmo-nos nesse coração, para nos implicarmos e recebermos Dela as suas palavras ‘Por fim o Meu Imaculado Coração triunfará” [7].
A mensagem da Sr.ª de Fátima é por isso muito mais profunda que uma simples devoção ao Coração do Imaculado de Maria, é um chamamento a sermos im

Edição
3803