Henrique Ferreira

Professor

50 anos de Abril: Balanço político e social. II.II. 5. Educação ou passaporte para a cidadania

Em Portugal, a actual concepção de educação como resultado integrado da instrução escolar, da educação para a cidadania e de todas as experiências de vida, sejam elas formais ou informais, surgiu no início do terceiro quartel do Século XIX mas a Escola deu sempre prioridade à instrução ou ensino e aprendizagem de conhecimentos, resultando a educação essencialmente dos comportamentos implícitos dos actores envolvidos no processo instrutivo, dos textos de História, de Língua Materna e de Religião e Moral Cristã Católica (RMCC), da interiorização que deles fizeram os alunos e da socialização f


50 anos de Abril: Balanço político e social. II.II. 4. Segurança Social ou o direito a viver com dignidade

Na escala dos direitos na filosofia política democrático-liberal, o direito à vida é o primeiro e mais importante dos direitos individuais. Foi consagrado por Oliver Cromwell em 1641 como Habeas Corpus. Já o direito a uma vida digna é uma construção político-social com ritmos diferentes conforme a evolução do Estado Social, em cada país. Mas a Carta Europeia dos Direitos Fundamentais, de 2016, deu uma grande ajuda à disseminação do conceito.


50 anos de «Abril»: balanço social II.II.3. Saúde

A saúde é, para nós, a terceira função social mais importante no Estado Democrático, depois da Economia e da Justiça.
O Estado assegura esta função social através de serviços do Estado, de serviços privados convencionados ou não com o Estado, e de serviços do sector social (pessoas colectivas de apoio social, misericórdias e Igrejas), também convencionados com o Estado.


50 anos de Abril II. Balanço social II.II.1. Economia

Para fazer o balanço social da «República de Abril» ou «Terceira República Portuguesa», analisaremos as funções sociais do Estado. Começamos pela Economia.
A economia é a segunda função social mais importante em qualquer Estado, depois da Justiça. É ela que determina a riqueza de um Estado e a capacidade de intervenção deste, em qualquer domínio.
Portugal é um país periférico do sistema económico global e semi-periférico no contexto europeu (Stoer, 1986). Isto acarreta dificuldades e custos acrescidos no funcionamento da economia.


50 anos de Abril: II.4. Balanço político – síntese

Houve sucessos, insucessos e, até, retrocessos.
Começarei por dizer que o «Projecto de Abril» é bem conseguido. A Constituição de 1976 é um texto heterogéneo que reflecte o conflito entre os espíritos revolucionário comunista e de extrema-esquerda, de um lado, - que não estava presente no Programa Inicial do MFA -, e os espíritos social-democrata do PS e do PPD e o espírito liberal democrata cristão de parte do PPD e do CDS.


Cinquenta anos de «Abril»: II.2. um balanço político (Continuação)

A partir do falhanço da «maioria silenciosa», em 28 de Setembro de 1974, Spínola demitiu-se e foi substituído pelo General Francisco da Costa Gomes. A mobilização revolucionária aumentou e a Extrema Esquerda (com o Partido Comunista na sombra) tentou controlar o Poder através de manifestações populares e de controle dos III, IV e V governos provisórios, presididos pelo Coronel Vasco Gonçalves.


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