Henrique Ferreira

Professor

Os dilemas orçamentais de António Costa e dos professores

António Costa vive os dilemas do último Orçamento de Estado (OE) da legislatura (Novembro de 2015 – Outubro de 2019).
O primeiro dilema resolveu-o facilmente: entre um orçamento não eleitoralista e outro eleitoralista optou facilmente pelo segundo não hostilizando Mário Centeno, o peão que Bruxelas colocou no Eurogrupo para controlar os desvarios orçamentos dos «PIG`s», sigla que engloba Portugal, Irlanda e Grécia.
Este dilema obriga a não marcar golos na baliza do deficit zero. Por isso, a despesa tem de ser controlável e controlada.


Os «bichos» como preocupação social e política

Há precisamente dois anos e um mês, os deputados do Parlamento Nacional português aprovaram, por unanimidade, uma Lei (Lei 27/2016, de 23/8) que adoptou medidas para a criação de uma rede de centros de recolha oficial de animais e para a modernização dos serviços municipais de veterinária, e estabelece a proibição do abate de animais errantes como forma de controlo da população, privilegiando a adopção e a esterilização» (artigo 1º) mas possibilitando o abate, sempre em centros de recolha oficial e depois de ordem veterinária, em caso de doença incurável e de distúrbios comportamentais grav


Perdão sem redenção

O Papa da cristandade católica, Jorge Mário Bergoglio, Francisco de nome adoptado, foi à Irlanda e, mais uma vez, perante um povo em dúvida crescente sobre o catolicismo, pediu desculpa pelos abusos sexuais de muitos membros da Igreja Católica sobre menores.


Pobres professores, miserável sociedade

Abordo hoje o tema do estatuto sócio-profissional dos professores, na ordem do dia por causa da greve destes profissionais. O conceito de estatuto sócio-profissional é muito abrangente porque abarca as condições profissionais, as condições remuneratórias, os direitos, os deveres e, em geral, a carreira.
Escrevo de uma forma simples, para que todos me entendam, sobretudo os professores, uma das profissões mais complexas do ponto de vista da linguagem profissional.


Do direito a emigrar, a ser refugiado e a ser incluído

Antes de mais, uma saudação à Arábia Saudita e às mulheres sauditas. Estas já podem conduzir automóvel embora ainda não possam comprar nem registar as viaturas. Mas já é um avanço.
Agora, o tema de hoje: Do direito a emigrar, a ser refugiado e a ser incluído.
De entre os jornais nacionais de hoje (Domingo, 24-06-2018), Público, Observador e Expresso dedicam artigos de fundo a estes temas ainda que não orientados no sentido que o autor deste texto lhes dá.


Despenalização da morte assistida chumbou

Raramente a votação de um tema fracturante terá sido tão renhida na Assembleia da República (AR). Para mim, felizmente, o «não» à morte assistida ganhou.
Digo felizmente apenas porque não houve debate bastante e também porque entendo que a AR não tem mandato e, por isso, não tem legitimidade para decidir temas de consciência como aborto, eutanásia, casamentos homossexuais, uniões de facto e muitos outros. E que os que já estão deliberados estão, a meu ver, ilegitimamente deliberados porque todos eles têm de ser objecto de referendo vinculativo.