Henrique Ferreira

Professor

A ignorância faz mal aos democratas

Hoje, haveria mais dois assuntos para tratar: o Censo 2021 e o desrespeito pelos direitos humanos em Portugal, país cujo Presidente quis dar lições sobre aqueles aos outros omitindo o que se passa em casa no trabalho escravo e nos maus tratos às mulheres. Ficará para outra oportunidade. Escreverei então sobre a efeméride só evocada pelos IL e Chega e, envergonhadamente, pelo PPD/PSD: o 25 de Novembro de 1975.


Lições da História

Se, como escreveu Alexandre Herculano, «a experiência é a mestra da vida», a História, com H grande porque quarta ciência social, depois da Filosofia, do Direito e da Política, e já celebrada por Wilhelm Hegel (a História), é a grande mestra do porvir porque permite ler o futuro à luz do passado e do presente. E, verdadeiramente, não poderá haver prospeção e planeamento do futuro sem as leituras do passado e do presente.


Adriano Moreira: 100 anos de vida, 80 de pensamento político

Não sou a pessoa mais indicada para escrever sobre o perfil do homem, sobre a sua obra académica e sobre os seus pensamento e acção políticos, mas sinto em mim o dever de saudar um transmontano nunca renegado que fez da transmontaneidade e da transatlanticidade uma arte de viver e uma ética universal. Para esta nota, utilizo como fontes essenciais o artigo da Wikipédia https://pt.wikipedia.org/wiki/Adriano_Moreira e o artigo de Filipe Luís em VISÃO, nº 1539, (1/9 a 7/9 de 2022), pp. 54-59.


É necessário melhorar o estatuto dos professores

Ultimamente tem-se falado muito dos professores, sobretudo da desvalorização das suas habilitações e da sua condição sócio-económica.
A mais nobre das profissões, a de professor do ensino não superior, sempre foi, com exceção do período entre 1986 e 2007, desvalorizada social e economicamente. Por isso, o professor nunca foi encarado como um profissional, tipo médico, advogado ou engenheiro, apesar da proximidade das formações, mas visto sempre como um funcionário, sem autonomia profissional e sem capacidade para autoregular a sua profissão.


Abusos sexuais na Igreja: a nuvem e Juno

Os papas Bento XVI e Francisco I colocaram – e muito bem - na agenda a desocultação dos crimes sexuais por alguns membros da Igreja Católica. Entre estes crimes estão a violação, a exploração e manipulação sexual e ainda a chantagem sexual e moral sobre pessoas, menores e maiores, de ambos os sexos.
A pressão social sobre a Igreja Católica, enquanto entidade social e moralmente comprometida, no Ocidente, obrigou a Instituição a colaborar na denúncia dos actos praticados e, situação mais difícil, a submeter os praticantes à lei civil.


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