Pe. Calado Rodrigues

Higiene leva Papa a rejeitar o beija-mão

Há quem prefira ver o Papa como o topo de uma pirâmide, que tem na base os leigos e que vai subindo ao longo dos vários degraus das ordens sacras: diáconos, padres, bispos, arcebispos e cardeais. No polo oposto situam-se os que querem ver o Papa e todos os bispos despojados dos ornamentos e dos símbolos que a história foi acumulando em torno dessas figuras, para se apresentarem como homens comuns, porque todos somos iguais.


Papa pede uma política ao serviço da Paz

No início de cada novo ano, celebra-se o Dia Mundial da Paz. Foi Paulo VI que o instituiu e celebrou pela primeira vez a 1 de Janeiro de 1968. Desde então, é publicada uma mensagem, alusiva esse dia. Este ano o Papa Francisco critica os maus políticos e deixa um apelo para que se fomente a “boa política” que promova a paz.
A crítica simplista dos políticos abre caminho aos populismos que campeiam pela Europa e pelo mundo. Estes, como sabemos, começam por denunciar os defeitos das democracias para justificar o seu autoritarismo, e, quase sempre, terminam na ditadura.


O segredo que deu notícia

Há segredos que são muito mal guardados. E depois admiram-se que eles sejam divulgados na praça pública. Já há meses que se comentava, sobretudo entre o clero de Lisboa e vários organismos do Patriarcado, que as Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ) de 2022 seriam em Portugal. O anúncio da ida do Presidente da República, Mar-celo Rebelo de Sousa, às JMJ no Panamá, em janeiro próximo, veio, eventualmente sem querer, confirmar o que já circulava em surdina pelo país.


Bragança-Miranda, terra de missão

 
Os bispos portugueses decidiram convocar um Ano Missionário. Este iniciou-se este mês e terminará em outubro de 2019. A iniciativa surgiu na sequência da convocatória do Papa Francisco a toda a Igreja para a vivência de um mês missionário em outubro de 2019, com o intuito de celebrar o centenário da Carta Apostólica “Maximum Illud”, de Bento XV, que rasgou novos horizontes para a missão da Igreja.


O bispo que amou Bragança

Morreu D. António José Rafael. Os jornais deram a notícia classificando-o como “o bispo polémico”. Eu prefiro recordá-lo como o bispo que fez juras de amor eterno a Bragança e ao Nordeste Transmontano. Uma paixão que viveu até ao último cintilar da sua brilhante inteligência e, acredito, até ao último alento abandonar os seus lábios.


Bragança “gay friendly”

Há rótulos que se colam às pessoas e às cidades e que perduram mesmo quando a realidade os desmente. Bragança continua a ser considerada uma cidade remota e longínqua, apesar de estar cada vez mais perto de tudo, graças à melhoria das acessibilidades nos últimos anos. Tem até, no contexto da Península Ibérica, uma posição única: como afirmou o primeiro-ministro, António Costa, Bragança “tem à sua volta, num raio de 150 a 200 quilómetros, cinco milhões de habitantes do lado de lá da fronteira”, o que “dá uma centralidade absolutamente extraordinária a esta região”.


Prisões, lugar de redenção

Ser detido nunca é uma coisa boa. Contudo, a passagem pela prisão pode ser uma oportunidade de redescoberta do sentido da vida.
Nos últimos três anos, D. José Cordeiro, bispo de Bragança – Miranda, tem ido ao Estabelecimento Prisional de Bragança celebrar a Missa Vespertina da Ceia, com o Lava-pés a doze dos reclusos. Este ano um deles estava particularmente emocionado. E, no final da celebração, disse ao bispo: “Ainda bem que fui preso. Reencontrei-me comigo e com Deus!”