José Mário Leite

Raízes

Esta crónica nasceu em Bragança, no auditório Adriano Moreira. Deveria ter sido enviada para publicação na semana passada. Tal não aconteceu porque, propositadamente, quis resistir à tentação de cair no facilistismo e no coro de lamúrias que, infelizmente, os tempos que correm, justamente, patrocinam. Quis refletir durante uma semana e, sobretudo, ir ao cinema ver o “The Monuments Men – Os Caçadores de Tesouros”. Ainda bem que o fiz. Não, não posso concordar nem de perto nem de longe, que qualquer obra de arte possa justificar a vida de um ser humano.


Falta de respeito!

Como quer ser respeitado, quem não se dá ao respeito?
 
Os Presidentes de Câmara são-no porque foram eleitos e para o serem tiveram de se candidatar num ato voluntário e consciente com que se apresentaram perante os eleitores garantindo-lhes que assumiriam todos os compromissos que a mesma eleição implicava! Sem exceções! Sem excluir pois a representação na Assembleia Distrital a que ficaram imediatamente a pertencer. Onde, é verdade, se podem fazer representar, mas não na primeira, a da tomada de posse!


Fazer bem, saber quem

Luisa Valle atual diretora do Programa Gulbenkian de Desenvolvimento Humano é, há mais de uma década, responsável pelos Programas de Apoio à integração e desenvolvimento de pessoas carenciadas ou desintegradas. Para além da sua competência e capacidade tem um enorme capital de experiência  e, sobretudo a qualidade, que a Fundação Gulbenkian exige aos seus colaboradores e parceiros.


O dia depois

Não me é fácil comentar os resultados eleitorais do passado dia 29 de Setembro. Um amigo meu estranhava esta minha incapacidade e aduzia duas razões: integrei uma lista e uma equipa que obteve a maioria absoluta dos votos e foram validadas as teses que publicamente defendi. É verdade, mas não é tudo! Apesar da representatividade adicional que o número superior de eleitos confere à Assembleia Municipal, a verdadeira disputa eleitoral faz-se à volta das candidaturas para a Câmara Municipal e para as Juntas de Freguesia.


Limitações

Pode haver quem defenda que as ações ou propostas serão boas ou más segundo quem as pratica ou propõe. Não partilho tal opinião. Embora elaborada e aprovada com os votos maioritários da Assembleia da República, a lei de limitação de mandatos é uma má lei.
Má porque limita as opções dos eleitores sendo portanto uma contribuição negativa para uma sociedade mais democrática.
Má porque prejudica de forma diferente o litoral e o interior, sendo mais penalizante para este último tal como já defendi em tempos.