As redes sociais vieram amplificar a perceção que todos temos sobre determinados fenómenos, como os que aconteceram nos últimos dias por todo o país.
Se, até há poucos anos, as imagens dos nevões circunscreviam-se à memória de quem os vivia, a umas (poucas) fotografias nos jornais e a ainda menos imagens nos quatro canais televisivos existentes, hoje em dia tudo é amplificado e difundido pelas redes sociais.
Isso cria, por consequência, um efeito de persuasão de mais pessoas para essas regiões. Se já antes acontecia, agora acontece ainda com mais intensidade.
A opinião de ...
De forma dura e inesperada, fomos surpreendidos, recentemente, com notícias que nos davam conta de fortes evidências da existência de sevícias e atos de tortura, levados a cabo por agentes da autoridade na esquadra do Rato em Lisboa. Ainda não se tinham apagado os ecos de maus tratos e inadmissíveis humilhações a emigrantes, igualmente protagonizados por forças de segurança. Obviamente que estes grupos são excrescências das organizações de que fazem parte, mas, não arrastando consigo as respetivas corporações que integram, também não podem ser toleradas só por a elas pertencerem.
1. Na segunda volta da eleição presidencial, estão em causa duas ideias e dois comportamentos opostos: de um lado, a defesa da democracia face ao extremismo; do outro, a dicotomia entre o socialismo e o não-socialismo (argumento enganador, destinado a confundir). No que respeita aos comportamentos, é fácil de distinguir: de um lado, a serenidade, a dignidade e o respeito pelos direitos humanos, ou seja, os direitos do Outro, do nosso vizinho, próximo ou afastado; de outro, a postura assente no confronto envenenado e frequentemente baseado em falsidades, à maneira de Trump.
QUESTÃO-“… As alterações ao IUC previstas para entrar em vigor em 2026, foram adiadas para 2027…”
Sem subterfúgios de qualquer espécie, não há como maquilhar o fiasco em que deixaram, ou quiseram, que se transformasse a primeira volta apara a eleição do Presidente da República, realizada no dia dezoito de janeiro e, por arrastamento, toda esta campanha que se arrasta há quase um ano.
A governação de um concelho, como o de Bragança, não pode ser um projeto a solo, despernado ou desconexo, ou de uma cara só! E, definitivamente, do que não precisa é da errância e da incerteza no estilo e gestão da res publica .
Exige, antes, estabilidade, uma equipa coesa e, acima de tudo, o respeito pelos princípios e valores que levaram à vitória nas urnas.
No entanto, quem observa o dia-a-dia da Câmara de Bragança sente hoje uma estranha desconexão entre o que se prometeu e o que se pratica.
Está a esgotar-se o tempo de, tanto os vencedores da primeira volta refrearem a euforia pela meia vitória conseguida, como os derrotados lamberem as feridas e apagarem as marcas provocadas pelas derrotas humilhantes, mais que espetáveis e evidentes, patentes, com clareza meridiana, na frieza e na evidência dos números apurados na votação do passado domingo.
O ano de 2026 coloca-nos perante um desafio claro e inadiável para Portugal: transformar a forma como produzimos, gerimos e valorizamos os resíduos urbanos (RU). A luta não é nova, mas o tempo para agir é cada vez mais curto. As metas europeias apertam, os custos de inação aumentam e as populações exigem soluções eficazes, justas e ambientalmente responsáveis.
No presente ano, a gestão de RU está no centro de três grandes pressões.
A primeira volta da eleição presidencial realizada a 18 de janeiro exige uma reflexão que vá além da mera leitura dos números. Não apenas pela sua dimensão eleitoral imediata, mas sobretudo pelas consequências políticas que projeta sobre o sistema partidário e sobre o equilíbrio institucional do país.
1 - No passado dia 18, realizaram-se as eleições para a Presidência da República. Curiosamente, no próximo mês de Maio, completam-se 100 anos da Ditadura Militar que derrubou a I República e instalou um regime que durou 48 anos. E a curiosidade aumenta ao verificarmos que, na 2ª volta das eleições Presidenciais do passado dia 18, um dos candidatos que passou à 2ª volta é um suposto admirador de Salazar, André Ventura, que, há relativamente pouco tempo, invocou a necessidade de 3 Salazares para salvar Portugal.
As eleições presidenciais de 2026, cuja primeira volta se realizou no dia 18, vão decidir-se numa segunda volta. Registe-se a razoável participação eleitoral (53% de prováveis 5,8 em quase 11,3 milhões de eleitores). No Continente, 68,5%. E ainda a diminuição da abstenção nas regiões autónomas. Já no estrangeiro, a abstenção foi enorme, condicionada pela obrigatoriedade da presença física nos consulados.
Chegada a última semana do que, ao que tudo indica, será a primeira volta da campanha eleitoral para eleição do Presidente da República, contra tudo o que seria espectável, à medida que se reduz o tempo para refletir, para muitos dos eleitores, fica cada vez mais difícil escolher se votar ou não votar, ou pior ainda, à falta de melhor, ter de se resignar a escolher, não o melhor dos melhores, mas, pior ainda, o menos mau dos piores.
Recentemente o cineasta português João Canijo brindou-nos com um díptico explorando, em duas óticas, a complexidade de relacionamentos difíceis e penosos de duas realidades coexistentes num pequeno hotel, a dos proprietários e a dos utentes, que, adequadamente, titulou de “Mal Viver” e “Viver Mal”, respetivamente. É normal que a arte se debruce, ocupe e explore as situações mais críticas, impiedosas e, às vezes, cruéis.
As redes sociais trouxeram ganhos inegáveis à democracia: ampliaram vozes, encurtaram distâncias e criaram novos espaços de participação cívica. Mas trouxeram também uma perversão preocupante: o assassinato de caráter feito em praça pública, muitas vezes dirigido a pessoas ligadas a instituições públicas, sem contraditório, sem prova e sem responsabilidade.
Aquilo que é próprio de um país a que pertence, ou que se expressa de modo rigoroso e sem incorrecções, diz-se ser vernáculo. Em latim, a expressão refere-se a escravo nascido na casa do amo, doméstico, de casa. Não podia, portanto, haver termo mais feliz para identificar a arquitectura a que me tenho referido - algo de casa, desprovido de estrangeirismos, que é nosso. Mas a identificação com o que é nosso, não passa apenas pelo uso de materiais locais e de técnicas tradicionais de construção.
Compreender como o olho humano forma imagens é essencial para criar tecnologias que melhorem a nossa visão, desde as simples armações até às lentes de contacto mais avançadas. Para esta parceria, entre saúde e ciência, a Matemática contribui ativamente.
Na área da oftalmologia destaca-se o médico sueco Gullstrand (1862-1930), autodidata em geometria diferencial, que revolucionou o estudo da visão. O seu contributo abriu caminho a inovações que nos permitem ver melhor o mundo e, como tal, foi distinguido com o Prémio Nobel em 1911.
Há momentos em que a vida não pede explicações nem soluções. Pede apenas presença, colo e alguém que fique. Talvez seja isso que, no fundo, procuramos quando tudo pesa: um xaile.
Há palavras que não se explicam. Acontecem. Chegam devagar, pousam em nós com cuidado e ficam. Há dias, uma senhora disse-me uma dessas palavras. Disse-a sem ênfase, sem intenção de ensinar, como quem partilha algo que sempre soube.
Disse-me que, no fundo, o que nós precisamos na vida é de um xaile.
. Vamos começar um Novo Ano. Todos nós desejamos “Feliz Ano Novo”, com votos de felicidades a conhecidos e desconhecidos. Paramos diante dos montras apelativas, onde as luzes resplandecem, ouvimos as melopeias de Bach nas ruas engalanadas, adquirimos objetos que nos deliciam, convencidos da sua utilidade e conforto, sonhamos com viagens pelas praias do Caribe e Índico ou pelos safáris africanos.
Os Prémios DECO estão de regresso para a sua 3.ª edição. As distinções, atribuídas pela Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor, vão reconhecer iniciativas, programas e estratégias de apoio e defesa dos munícipes, assim como o trabalho desenvolvido por Municípios e Juntas de Freguesia em prol do consumidor a nível local. Para a edição de 2025, os prémios apresentam oito categorias, assim como uma imagem renovada.
Estou aí à porta as eleições para as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional. No que a nós, transmontanos, diz respeito, em causa estará a CCDR-N, a do Norte.
Ao contrário do que costuma acontecer, são dois os candidatos.
Por um lado, Álvaro Santos, candidato proposto por acordo entre PSD e PS. Uma candidatura aparentemente consensual.
Mas uma candidatura que foi desafiada por António Cunha, que ocupou o cargo até agora. Antigo reitor da Universidade do Minho, António Cunha começou por não reunir a simpatia da generalidade dos autarcas do norte.
