Como pôde ler nas páginas que antecedem este editorial, o desempenho da economia transmontana no ano de 2025 "não foi brilhante", nas palavras do economista e investigador transmontano, Paulo Reis Mourão.
Apesar de ter havido um pico de aprovação de projetos, a injeção de capital na região ainda não se fez sentir no bolso dos cidadãos.
A região está cheia de potencialidades mas não acaba de as concretizar. Um pouco como acontece no país desde há mais de 300 anos.
A opinião de ...
As fortes tempestades que recentemente assolaram o país provocaram danos significativos em habitações, veículos e outros bens, afetando diversas regiões. Milhares de consumidores ficaram privados de serviços públicos essenciais, como eletricidade, água e telecomunicações, enfrentando ainda constrangimentos na mobilidade, nos transportes e nas comunicações.
Há datas que não são meros dias de calendário, como são o Natal, o Carnaval, a Páscoa, pois convocam-nos às memórias, às raízes, às tradições e cultura, enfim à nossa identidade.
Portanto, é natural e compreensível e até louvável que, à volta do imaginário coletivo e valor que traduzem, as Câmaras Municipais mobilizem recursos para organizar eventos para afirmar o território, dinamizar o comércio local e fortalecer o turismo, numa estratégia de valorização territorial e económica.
O município de Oeiras tem, nesta altura, no âmbito do Programa “Ciência + Cidadã” mais de uma dezena de projetos de cariz científico onde várias centenas de munícipes se juntam a uma trintena de investigadores para os levar a cabo, cumprindo integralmente as exigentes e rigorosas metodologias impostas para lhes conferir validade. Só assim é possível validar os resultados e usá-los, como vai acontecendo, de base a publicações em revistas da especialidade, depois de revistos pelos pares, bem como dar suporte a teses de mestrado e outras.
Para quien inda se lhembre, na última “Pruma...” falemos de la “pátria”, quedando la promessa de tornar a esta eideia para falar de lhénguas. Por estes dies an que muito tenemos falado de la “Lhéngua Materna” – por oucasion deste Die Anternacional, a 21 de febreiro – lhembremos tamien que ls remanos, ousando las palabras de Cícero (De Finibus, 1, 4), falában de “patrius sermo”.
QUESTÃO-“… algumas obrigações por parte dos contribuintes nos primeiros meses do ano de 2026…” “Trabalhadores estudantes com rendimentos…”
RESPOSTA-(elaborada em 20/01/26) O IRS é um dos impostos mais abrangentes do universo dos contribuintes, que implica uma participação “bastante cuidada” por parte de quem está sujeito, consubstanciada numa interação em todo o processo conducente à determinação do montante a pagar ou a receber, por parte da Administração Tributária e Aduaneira-AT.
Com regresso do bom tempo e a ausência de chuva dos últimos dias, à medida que se vão normalizando os caudais dos rios que receberam a grande maioria das chuvas torrenciais que, com rara violência, causaram enormes prejuízos, um pouco por todo o país, com especial incidência e gravidade na região centro do território nacional, fica cada vez mais clara, tanto a dimensão da devastação causada pela força da água, como a necessidade de construir as defesas indispensáveis com a resistência necessária para evitar que tal volte a acontecer.
Face aos acontecimentos que ultimamente têm marcado o nosso país, não tenho qualquer dúvida de que, se começasse por opinar sobre a notável eleição do novo Presidente da República, em desfavor da tragédia que nos vem assolando, decerto que, por isso, o iria magoar.
Se houve coisa que os recentes desastres ambientais colocaram a nu é o excessivo centralismo que tem condicionado o desenvolvimento do país e a ausência de uma coordenação eficaz de serviços ao nível regional.
Cada vez mais vozes se ouvem a alertar que o Rei vai nú.
Mas sempre que se fala em Regionalização, surgem sempre os arautos da desgraça e os Velhos do Restelo a atirar para o ar o espetro do “tachismo” e do “despesismo”.
A verdade é que, a cada dia que passa, a evidência comprova-se com a realidade.
Ao que tudo indica, e esperamos bem que assim seja, pode já ter passado o período mais crítico da passagem do “comboio de depressões”, que durante a primeira metade do mês de fevereiro atravessou o nosso país, deixando atrás de si, um rastro de devastação inimaginável, como nunca visto desde há muitas dezenas de anos.
Em Bragança, recentemente, assistimos a uma trilogia de erros, autênticos pecados mortais, contra a transparência, a democracia e a economia local.
O primeiro pecado é o da “trapalhada jurídica”, em torno das nomeações feitas em Janeiro, pela Senhora Presidente da Câmara Municipal de Bragança (PCMB) para cargos de direção intermédia de 3.º grau, para, um mês depois, pedir à Assembleia Municipal que aprove os critérios de recrutamento para esses mesmos cargos, por meio de ratificação.
Ou seja, colocar o carro à frente dos bois.
Tal como em 26 de Novembro de 1967, em Lisboa, a tempestade Kristin abateu-se agora sobre a zona centro do nosso país, no dia 28 de Janeiro de 2026, sem dó nem piedade. Provocou muitos estragos e mostrou um país algo mais preparado, mas quase impotente não só perante as forças da natureza como também perante o caos organizativo e a impreparação dos meios humanos e materiais que já estão alocados à prevenção e ajuda nas tragédias.
Vivemos num tempo estranho pois nunca se escreveu tanto e, contudo, raramente a palavra, como hoje, esteve tão fragilizada.
A advertência recente do Papa Leão sobre o “enfraquecimento da palavra” num discurso ao corpo diplomático acreditado junto da Santa Sé, toca precisamente neste ponto sensível da cultura hodierna.
O frio e a humidade instalaram-se em todo o território português, começando o ano com um Inverno rigoroso, tornando o aquecimento e o conforto das casas uma prioridade de todas as famílias. Porém, essa prioridade parece ser missão impossível para muitos consumidores.
Estima-se que 80% das necessidades energéticas de uma família europeia dizem respeito ao aquecimento do ambiente e de águas sanitárias, pelo que é importante fazer uma utilização correta e escolher equipamentos eficientes, para reduzir o consumo e, consequentemente, a sua fatura energética.
As eleições autárquicas já lá vão. Já passaram quase quatro meses, o suficiente para a poeira começar a assentar depois das mudanças operadas, nomeadamente em Bragança e Macedo de Cavaleiros.
Os efeitos começam já a ficar visíveis.
No final deste mês, o PSD vai a eleições internas. Dois meses depois, caberá ao PS.
Ambos os atos eleitorais serão marcados precisamente por estas eleições.
No PSD, a derrota sofrida em Bragança deixou feridas abertas, que já vinham de há um ano e das eleições para a concelhia de 2024.
No dia 8 de fevereiro de 2026, Portugal viveu a segunda volta das eleições presidenciais, um momento que, apesar de previsível, carregou consigo um manto de incertezas. Após a primeira votação, os eleitores foram chamados às urnas para escolher entre António José Seguro e André Ventura. A vitória de Seguro era amplamente antecipada, mas questões como o possível aumento da abstenção, a taxa de rejeição de Ventura e a capacidade deste último de superar o score eleitoral de Montenegro pairavam no ar.
Durante séculos, os elevadores foram engenhos rudimentares, pouco seguros e reservados para usos muito específicos. Graças a Elisha Otis (1811-1861) esta realidade mudou drasticamente.
A grande inovação de Otis não foi o elevador, mas o sistema de segurança que inventou em 1853. Até então havia um receio evidente: se o cabo que sustenta a cabine se partisse esta entraria em queda livre, isto é, cairia apenas sob a ação da força gravítica. Em Física, significa que a velocidade iria aumentar rapidamente durante a queda, tornando o impacto inevitavelmente fatal.
Os da minha geração haverão de se lembrar de uma rábula do Raul Solnado: a ida ao médico. Depois de ter “ficado” com um panarício e meia dúzia de bicos de papagaio, deu baixa ao hospital onde foi examinado por um médico que depois de o auscultar lhe pediu para tossir e ele tossiu, tussa mais disse-lhe e ele obedeceu, por fim insistiu, tussa mais ainda e o Solnado cheio de boa fé, tossiu ainda mais levando o clínico a concluir: o seu mal é tosse!
Diz o povo, na sua infinita sabedoria, que “promessas leva-as o vento, mas o juízo as traz de volta”.
Em Bragança, no que toca ao Orçamento Municipal (OM) e às Grandes Opções do Plano (GOP) para 2026, o vento arredou longe as promessas, mas o juízo não parece decidido a fazê-las voltar!
No OE e GOP a 1ª mensagem é clara: gasta-se cada vez mais para manter a máquina a funcionar e investe-se menos no futuro do concelho:
Um aumento de 10,03% (€3.295.965,00) nas despesas de funcionamento
Um aumento de 10,75% (€16.485.420,00) nas despesas de pessoal
1- O RUIR DE UM SONHO
A cada dia que passa, desde que, na madrugada fatídica do dia vinte e sete do passado mês de janeiro, a depressão Kristin, com uma violência inimaginável e uma fúria destruidora nunca vistas, arrasou e reduziu a escombros todo o centro do país, com especial incidência, além de outros, nos distritos de Leiria, de Coimbra, Santarém e Castelo Branco, começa a ficar cada vez mais percetível a dimensão dantesca dos danos causados, que só, com o envolvimento de toda a comunidade será possível reparar.
